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Central Critica Heartstopper: Para Sempre – O fim de um ciclo que ficou enxuto demais

O mundo aprendeu com eles a amar, respeitar e a simplesmente dar um OI. E agora, chegou a hora da despedida. Depois de seis livros e três temporadas, Heartstopper encerra o seu ciclo na Netflix com um longa metragem ao invés de uma 4ª temporada e que encerra a história do casal Nick e Charlie.

Em Heartstopper: Para Sempre, Nick (Kit Connor) e Charlie (Joe Locke) estão em uma nova fase do seu relacionamento com Nick se preparando para a faculdade e Charlie se amadurecendo cada vez mais no colégio e na sua vida pessoal. Mas quando o futuro bate a porta de todos, vem a grande pergunta: Será que amizades e amores duram para sempre?

Divulgação: Netflix

Todo o caminho que Heartstopper construiu ao longo dos anos, seja no streaming ou nos livros, foi um caminho solido de mostrar que a vida LGBT é uma vida comum e que pessoas, sejam elas gays, trans, bissexuais ou até mesmo hétero, tenham o seu lugar de espaço no mundo. Claro que no começo a história foi muito criticada por ser uma realidade onde a felicidade reina, mas a Alice Oseman ouviu tudo isso atentamente e foi fazendo os personagens crescerem e evoluírem, mostrando os seus defeitos e como o amor e amizade podem não curar, mas sim servir de apoio e suporte. Só que aí, tivemos a mudança de uma quarta temporada para um filme para concluir a história e isso, deixou alguns fãs mais assustados, o que de fato se confirma no roteiro, que enxugou bastante coisa, tirou a importância dos personagens secundários e deixou apenas o foco no casal principal.

Mas na verdade, a produção de Heartstopper, assim como Netflix, deveriam sim ter feito uma ultima temporada, pois talvez ali, tudo teria sido desenvolvido de maneira harmoniosa e tranquila, tanto é que o livro faz isso muito melhor, já que o drama do Nick, vem quase como um soco no estomago, enquanto no filme fica mais amaciado, assim como vários outros momentos de peso e que causam um impacto muito grande.

Divulgação: Netflix

A direção do Wash Westmoreland é bem competente e respeita a essência de Heartstopper, ao mesmo tempo em que ele coloca as coisas em um nível mais maduro, assim como no Volume 06, onde o Nick e o Charlie avançam um pouco mais com relação ao sexo e até em alguns palavreados, coisa que ficou de fora. Agora, sobre os momentos quentes. Pois sim, temos cenas hot em Heartstopper! Elas são quase que um aceno para Heated Rivalry, que até recebe uma pequena homenagem com uma cena num ringue de gelo. E tá, o diretor já fez filmes adultos antes no começo da carreira e isso, ele consegue trazer nas cenas quentes, aquele tesão sabe. Coisa que ele não faz muito bem na parte do drama, que inclusive é o que mais falta aqui, principalmente em cenas e sequencias, onde o peso do drama tem que estar presente, só que a direção não consegue fazer isso, além da fotografia que colocou uma luz muito escura.

Heartstopper: Para Sempre fecha um ciclo lindo e bonito de reflexões, mas sem o devido peso e o respeito que essa história final merecia. Mas com a certeza de que o futuro se vive amanhã. Enquanto isso, vamos aproveitar o hoje?

NOTA:

Divulgação: Netflix Brasil
Divulgação: Netflix Brasil

Não deixe de conferir também a crítica dos Volumes 01 á 05 e a critica do Volume 06 e o Especial Heartstopper que a Central do Entretenimento fez sobre a série da Netflix e a série de livros.

E você, de qual Para Sempre você prefere mais? O do livro? Ou do filme? Comenta aqui embaixo e nas Redes do Entretenimento. Acompanhe a Central do Entretenimento também no Youtube.

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