Nos dias de hoje, as crianças estão cada vez mais ligadas nas telas do tablet e do celular e se esquecem do verdadeiro proposito que é brincar com jogos de tabuleiro, se encontrar com os amigos e viver a infância. E justamente por causa disso, que o audiovisual tem se mostrado a falar mais sobre o tema em diversas produções, no Brasil e agora em Hollywood.
Em Amigos Imaginários, nós acompanhamos a história da Bea (Cailey Fleming), uma garota que perdeu a mãe recentemente e está prestes a perder o seu pai também. É então que, durante uma noite na casa de sua avó, ela conhece Charlie (Ryan Reynolds), um mágico de circo no apartamento do ultimo andar que lhe apresenta o mundo dos Amigos Imaginários, ou Migs, que são criaturas criadas a partir de traços da personalidade da criança ou de algum momento que marcaram a vida delas. Charlie pede a Lee que o ajude a encontrar a criança de cada um dos Migs e reascender a conexão entre a criatura e sua criança.

Depois de ter embarcado no terror com Um Lugar Silencioso, John Krasinski embarca numa aventura leve e descontraída e que pega um universo que por coincidência, também estava lançando um outro filme no mesmo universo chamado Imaginário: Brinquedo Diabolico. Mas, como as pegadas são totalmente diferente entre os filmes, IF, que é o nome do filme em inglês para a abreviação (Imaginary Friend), foca mais em resgatar o lado lúdico da infância que se perdeu com a chegada do mundo virtual. Além disso, o filme também consegue falar sobre fazer aquilo que você ama e sem reprimir, o que é muito bonito no roteiro do Krasinski, que se utiliza de alguns clichês dos filmes infantis e que deixa um grande furo para uma outra interpretação que o publico poderá fazer no final da sessão.

O elenco está ótimo, Ryan Reynolds volta aos seus traços cômicos dos anos 2000 e ele está muito fofo ao lado dos outros amigos imaginários, que na versão dublada, é feita pelo casal Murilo Benício e Giovanna Antonelli e pelo seu filho, Pietro Antonelli Benício. Já a Cailey Fleming, consegue trazer aquela típica criança insegura que precisa aprender uma lição de vida para poder ser uma pessoa melhor. Já o Krasinski, tem pouco tempo de tela e até mesmo porque, o personagem dele é só um gatilho para a personagem da S conseguir ir do ponto A para o ponto B na história.
No fim, Amigos Imaginários é um filme emocionante sobre resgate dos valores infantis e sobre amar aquilo que você mais curte fazer, tudo com um belo toque de magia do Spielberg e com um Ryan Reynolds voltando as origens cômicas.
NOTA: 9,0

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