Chegou a hora de comer banana! Mais um filme de Planeta dos Macacos chegou ao cinemas e agora, a história se passa muitos anos depois dos eventos de A Guerra e mostra como estão os símios depois da morte de César (Andy Serkis) e a revolta de um novo líder contra um reinado tirânico.
O filme serve como um epílogo da trilogia escrita pelo Rick Jaffa e Amanda Silver, ao mesmo tempo em que ele nos apresenta a um novo protagonista e a uma nova história que se passa no mesmo universo da história anterior. O estilo dele, é muito mais aventuresco do que os últimos filmes dirigidos pelo Matt Reeves, que eram mais pesados e isso vem muito do roteiro e principalmente da direção do Wes Ball, que é conhecido por ter feito os filmes da saga Maze Runner. E talvez, justamente pelo fato dele ter esse tom, é que ele vem fazendo muito sucesso com o publico brasileiro e do mundo afora.

Os efeitos visuais dos macacos continuam incríveis, mas, a qualidade dá uma caída em alguns momentos, até porque, este é um teste para saber se a franquia ainda tem folego. E agora que eles sabem que tem, podem ter certeza que teremos mais dinheiro investido na sequencia e a qualidade vai subir mais um tom acima. Sobre o visual do Noah, o nosso macaco protagonista, tá muito igual ao César e acredito que, como ele era o protagonista, a produção do filme com certeza planejou fazer uma figura parecida com o César em Planeta dos Macacos: A Origem, para não assustar muito o publico.
Sobre O Reinado, que vai no subtítulo do filme, ele está presente desde o começo, mas, quando o vemos de fato, lá pra segunda hora de filme, ele não tem tanto impacto na história quanto deveria. E isso inclui o seu rei, que é muito tirânico e consegue despertar no telespectador, um ódio que você quer já ver ele morto! Ao mesmo tempo, em que ele é muito debochado e isso se deve muito ao trabalho do Kevin Durand, que já revelou em entrevistas que se inspirou nos discursos do Donald Trump e do Elon Musk para construir o personagem. Já sobre o Noah, o Owen Teague entrega um papel muito competente e carismático e acho que ele vai melhorar mais no próximo filme.

Já sobre o elenco humano, que alias, é quase nulo, porque, nesse longa a humanidade está praticamente extinta, a Nova, que é feita pela Freya Allan, ela entrega o que o roteiro pede: uma personagem de caráter duvidoso, mas que deixa claro os seus objetivos e que ela vai lutar por eles a todo custo. Já o personagem do William H. Macy, ele aqui é um desperdício total. O objetivo dele, não tem aqui e ele serve mais como um capacho do Proximus César, que traz mais o peso de como a polarização pode afetar todas as comunidades, quando um líder autoritário se revela.
No fim, Planeta dos Macacos: O Reinado, nos introduz a uma nova história e mostra que ainda tem muito para aprontar nos cinemas. Seja para a geração que cresceu com a primeira trilogia, seja com a geração que está acompanhando agora.
NOTA: 🍌🍌🍌🍌





