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Central Critica Ato Noturno – O dilema sobre carreira profissional e o desejo de assumir quem somos de verdade nas ruas quentes de Porto Alegre

Você está correndo atrás de seus sonhos, até um dia, você conhece uma pessoa que também está indo atrás dos seus objetivos e a partir daí, surge um amor flamejante, que só pode ser consumado a noite, pois de dia, esse amor pode atrapalhar seus planos profissionais. O que fazer em relação a isso? Essa é a pergunta que Ato Noturno responde. Escrito e dirigido pela dupla de diretores Marcio Reolon e Felipe Matzembacher, o filme foi rodado em Porto Alegre e teve suas primeiras exibições no Festival do Rio 2025 e na Mostra Internacional de São Paulo 2025.

Ato Noturno conta a história de Matias (Gabriel Faryas), um jovem ator de teatro, que ambiciona pegar um papel de grande relevância e de Rafael (Cirillo Luna), um candidato a prefeito de Porto Alegre, mas que esconde ser homossexual. Os dois se conhecem, começam uma relação conflituosa, pois eles só podem se encontrar a noite, já que ninguém sabe da sexualidade de Rafael e do Matias. Só que a medida em que eles vão avançando na vida profissional, o desejo de ficarem juntos vai ficando mais ardente. Enquanto isso, Matias disputa seu lugar no teatro com seu colega de quarto (Henrique Barreira) e o segurança Fábio (Ivo Müller) quer cuidar de Rafael a todo custo.

Divulgação: Vitrine Filmes

Se tem uma coisa boa dessa nova safra do cinema brasileiro, é podermos ter histórias contadas fora do eixo Rio-São Paulo, com protagonistas fortes, novos cenários e temas potentes. Ato Noturno fala um pouco disso. O roteiro escrito pelos diretores do filme, Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, fala sobre ambição, amor e sobre o desejo de ser quem se é, seja na vida profissional ou pessoal. Além disso, eles conseguem fazer uma homenagem ao teatro brasileiro, mostrando que até mesmo atrás das cortinas, existem problemas enfrentados pela produção em qualquer setor. Só que Ato Noturno, tem um tempero a mais. Este é um filme LGBT com cenas de incendiar a cidade inteira. Só que para além do tesão, a direção consegue colocar um suspense nessas cenas, já que os protagonistas tem fetiche de transar em lugares públicos e á noite, que é o que dá titulo ao filme.

Divulgação: Vitrine Filmes

Outro ponto positivo do longa, está nos seus personagens principais. Pois aqui, nós temos duas pessoas que querem subir na parte profissional, só que um deles, é um político gay e isso impacta e muito no mundo real, pois além de políticos assumidos como Jean Wyllis e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nós temos muitas outras pessoas, sejam elas políticos, jogadores de esportes e jornalistas, que ainda escondem o que sentem de verdade e muito por causa do medo de não poder exercer a profissão que ama. Tivemos em 2025, três séries que falaram sobre isso: Jogada de Risco, Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente e Os Donos do Jogo. Já em 2026, teremos Jogada de Risco que irá abordar esse tema mais uma vez com um personagem na trama.

Divulgação: Vitrine Filmes

Já que falamos sobre o candidato a prefeito gay, vamos começar a falar sobre o elenco a partir do Cirillo Luna, que muita gente conhece como Rei Davi da série Reis, vai se surpreender com a atuação dele aqui e que talvez, o rei de Israel, faz a linha dos vesáteis. A química dele com o Gabriel Faryas, que é um dos destaques do filme, traz aquela chama, que aqui é controlada, ao contrario de outro filme lgbt que foi exibido no Festival do Rio 2025, que é o Ruas da Glória do Felipe Sholl, que mergulha de fato no mundo do sexo de rua do Rio de Janeiro e a fogueira lá é escaldante! Outro que também se destaca em Ato Noturno, é o Ivo Müller, que faz um personagem que deixa um ar meio dúbio sobre o seu sentimento pelo personagem do Cirillo e a medida que a história vai avançando, o personagem vai mostrando o seu lado mais perigoso e isso vai ameaçando o romance do casal protagonista.

No geral, Ato Noturno é um thriller erótico sobre identidade e ambição, que homenageia os bastidores do teatro brasileiro e ainda mostra que Porto Alegre, também pode se chamar de Porto Safada!

Divulgação: Ingresso.com/Vitrine Filmes
Divulgação: Vitrine Filmes

Concorda ou discorda desta critica? Comenta aqui embaixo e não deixe de conferir a critica em vídeo do filme feita no Festival do Rio no nosso canal no Youtube.

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