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Central Critica no Festival do Rio: O Maníaco do Parque – uma cinebiografia que o Brasil precisava depois da saga Richstoffen

Nesses últimos tempos, o brasileiro se apegou as obras de True Crime, que é um gênero que os Estados Unidos já estão bem habituados. Afinal de contas, retratar um crime real na ficção, é uma coisa que sempre chama a atenção e o Brasil, é um celeiro cheio de casos famosos que podem virar histórias pro cinema.

E depois de passar pela saga Richstoffen e de ter dado um pulo no bairro do limoeiro com a Turma da Mônica Jovem, o diretor Mauricio Eça volta ao gênero de True Crime, para abordar um dos casos mais chocantes do Brasil e que veio alguns anos antes do caso Richstoffen, O Maníaco do Parque.

Divulgação: Prime Vídeo Brasil

Pra quem não conhece, o Maníaco do Parque foi o apelido dado a Francisco de Asssis da Silva, um motoboy de 38 anos que seduzia as mulheres com uma proposta de trabalho e logo depois as leveva para o interior do Parque do Estado e as estuprava. Ele foi preso 24 dias depois e ao todo, 10 mulheres forma mortas por Francisco, que acabou preso com a pena de 238 anos, mas a pena foi reduzida para 30, pois esse modelo de pena, tinha acabado de ser instaurado no país. Essa história virou o filme que chega no Prime Vídeo na próxima quinta-feira (18) e mostra a jornalista Elena (Giovanna Grigio), em sua busca incansável pelo Maníaco do Parque, um caso que movimentou São Paulo no final dos anos 90.

Uma das coisas que devemos deixar claro, é que o filme tem cenas de violência sim e o longa deixa isso bem claro antes de rodar a película. Ou seja, se você for uma pessoa sensível ou com algum trauma, é melhor não ver esse filme, pois ele é muito forte, ao mesmo tempo em que é um grito urrante ao feminicidio e ao machismo, coisas que eram muito comuns nos anos 90, que aqui estão muito bem representados em tudo: em roupas, acessórios e até nos programas de TV! E a direção do Mauríco, tem todo o cuidado de trazer esse universo e em fazer as cenas mais fortes com muito cuidado e sem a câmera tremula o tempo todo, erro que ele tinha feito em A Confissão.

Divulgação: Prime Vídeo Brasil

O roteiro teve um cuidado muito grande de fazer as cenas de violência sem nenhum apelo gráfico e sem qualquer uso de explicidade. E ao mesmo tempo, um cuidado para mostrar como as mulheres sofriam em 1998 e como elas encontravam forças em si mesmas e nas outras para se apoiar e seguir em frente. Outro ponto que o roteiro foca, é na vida da jornalista Elena, sempre alternando com o Francisco, para mostrar como está um e como está o outro e como ficou a saúde emocional da jornalista enquanto investigava o caso.

O elenco também é um caso a parte. A começar pelo nosso protagonista Silverio Pereira que faz aqui, o papel mais desafiador da sua carreira. Em entrevista a Central, ele contou que a preparação para viver o Fernando e a discussão que ele teve com as atrizes antes de gravar as cenas de estupro, só mostram o quanto de carinho e cuidado que todos os envolvidos tiveram na produção desse filme. Quem também arrasa, é a Giovanna Grigio como Elena, ela consegue mostrar toda a obsessão e a determinação que a personagem tem em querer prender o Maníaco do Parque e como isso a transforma no final do filme, como ela se torna uma nova mulher, com mais confiança e autoridade.

Divulgação: Prime Vídeo Brasil

Maníaco do Parque é um filme necessário que o Brasil precisa e que venha mais filmes como o Caso da menina Isabela, o caso Marielle. Histórias não faltam para o brasileiro entender a mente do ser humano.

NOTA: 9,0

Divulgação: Festival do Rio/Prime Vídeo Brasil
Divulgação: Prime Vídeo Brasil
Divulgação: Prime Vídeo Brasil

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