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Central Critica no Festival do Rio | Love Kills, uma história de vampiros em quadrinhos com toques a lá Crepúsculo

O mundo já está mais do que acostumado com as histórias de vampiros. E sempre que ocorre, vem uma história marcante atrás da outra. E depois de No Nosso Sangue, o Festival do Rio 2025 trouxe mais um filme de vampiro e desta vez, uma adaptação de quadrinhos!

Love Kills foi escrito e ilustrado por Danilo Beyruth sob lançamento da Darkside e conta a investigação sobre o mito dos vampiros na cidade de São Paulo. No filme da Luiza Shelling Tubaldini, o longa conta a história de Helena (Thais Lago), uma vampira milenar que vive uma vida reclusa fugindo de uma gangue que quer entrega-la para o seu ex. E no meio disso, ela conhece Marcos (Gabriel Stauffer), um garçom ingênuo que começa a investigar esse universo no centro obscuro e destrutivo de São Paulo e põe em risco a propria imortalidade. Não é muito comum os quadrinhos brasileiros ganharem uma adaptação audiovisual e o primeiro a fazer isso foi O Doutrinador. Com Love Kills, nós temos a chance de misturar dois universos muito populares, os dos quadrinhos e os dos seres sangue sugas.

Divulgação: Filmland Internacional

O roteiro escrito pela Luiza, que tem fortes inspirações em obras como Nosferatu (1922) e Drácula do Bram Stocker, consegue trazer uma outra percepção dos vampiros, mostrando que nem todos eles são seres das trevas e que a verdadeira natureza deles, é que eles são excluídos da sociedade, assim como toda e qualquer minoria que se mostre diferente dos padrões. Além disso, a sede dos vampiros em sangue é uma coisa que você pode associar até com as drogas, que é um problema que o Marcos carrega consigo nas cenas em que ele abre o isqueiro, ou quando a Helena fica fraca depois de uma luta e precisa de sangue humano para sobreviver, senão vira uma fera. Então Love Kills usa o mundo dos vampiros para falar sobre preconceito e sobre vícios e tudo isso com a fotografia brilhante do Jacob Soliternick, que usa das sombras e das cores quentes como o amarelo e o vermelho, para trazer a obscuridade e a nojeira do centro de São Paulo, que traz uma gama de efeitos visuais muito bons e ainda abre brecha para uma continuação, que se fizer sucesso esse primeiro filme, ela pode vingar.

O elenco também ta muito bom, a Thais Lago entrega uma protagonista com boas camadas, que a fazem quase ser uma Helena de Manoel Carlos, só faltando apenas ter um filho ingrato, que eu espero que seja a trama de Love Kills 2. O Gabriel Stauffer entrega um protagonista que mostra os problemas que ele quer largar e a partir do momento em que ele se envolve com a Helena, ele demonstra interesse no mundo dos vampiros e que talvez, ser imortal possa lhe dar uma vida muito melhor. Já a participação especial do Erom Cordeiro, é uma rápida pincelada no tema das relações tóxicas e que lembra bastante a relação da noiva com o Bill no filme Kill Bill, só que tirando a parte da vingança.

Divulgação: Filmland Internacional

Love Kills é uma história de gênero que aborda temas importantes e que mostra que o universo dos vampiros e os quadrinhos brasileiros ainda tem muito a apresentar para todos e que façam mais adaptações de quadrinhos brasileiros como Overman que ainda vem aí.

Divulgação: Filmland Internacional/Warner Bros Pictures Brasil
Divulgação: Filmland Internacional

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