O terror é um gênero que o Brasil explora pouco e a prova disso são os poucos títulos que o povo brasileiro conhece. Pensando nisso e em querer trazer o gênero de volta a ativa, o portal de notícias Jovem Nerd, decidiu embarcar na produção de um filme e fizeram um longa que usa o contexto da Guerra do Paraguai, que foi um evento histórico importante para o país, para fazer uma história de sobrevivência.
Em A Própria Carne, três soldados brasileiros que estão fugindo da Guerra do Paraguai, acabam buscando abrigo em um casebre habitado por uma jovem e o seu pai. Só que o que parecia uma passagem rápida, se torna logo uma verdadeira luta para sairem vivos.

Uma das coisas que mais me chamou a atenção em A Própria Carne, é que fazia tempo que eu não via um terror Slasher que me levava a lugares inusitados. Isso porque o brasileiro não vê muito esse tipo de filme no circuito comercial e a produção de A Própria Carne, mostrou que o Brasil sabe fazer qualquer filme de gênero. O roteiro, que tem ao todo três pares de mãos, sendo 9 ao todo, incluindo a do diretor Ian SBF se inspira bastante em A Bruxa para trazer um horror que não tem sustos e que apavora mais no sentido de você não saber qual vai ser o próximo passo do fazendeiro malvadão, que é feito brilhantemente pelo Luis Carlos Persy, que deixa de lado os microfones da dublagem e usa sua voz maravilhosa para trazer um vilão macabro e que dá um medo gigantsco, principalmente por causa do jeito como ele consegue ficar com a cabeça inclinada por tanto tempo e que dá essa marca pro personagem. Já o trio de soldados formado por Pierre Baitelli, Jorge Guerreiro e George Sauma, são um amadurecimento, principalmente por parte do George Sauma, que muita gente tem lembrança pelo Tatalo de Toma Lá Da Cá. E de lá pra cá, o George participou do Zorra Total e de várias peças de teatro, que fizerem o cara dá uma amadurecida muito boa. Além disso, o Jorge Guerreiro ta sensacional e olha que eu tinha visto poucos projetos dele.
A Própria Carne é um longa de tensão que faz você ficar no milésimo da ponta da cadeira sobre o que pode acontecer a seguir. Muito bom, já quero mais filmes do Jovem Nerd.

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