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Central Critica no Cine PE | Ficção Cientifica e Terror são usados para falar sobre desapego e libertação para novas possibilidades no quarto dia de exibições

O medo é um chamariz perfeito para falar sobre vários assuntos, principalmente, sobre desapego e libertação, que foram os temas abordados nos filmes exibidos na quarta noite do Cine PE 2025. Seja um filme de ficção cientifica ou de horror, é importante nos desapegarmos de alguns bens materiais para seguirmos em frente. Até porque, quando nós formos para o outro lado, não vamos levar nada disso conosco e isso vale tanto para os bens materiais, quanto para os imateriais.

Essa critica será dividida em dois gêneros: horror e ciência. E começando pela parte do horror, os curtas Lança-Foguete, Casulo, A Caverna e o longa metragem Itatira, são filmes desafiadores, que me colocaram num desafio para desvendar o que eles falavam. E posso dizer com convicção, que foi um ótimo desafio, pois esses curtas são mesmo desafiadores. No caso de Lança Foguete, ele parte muito do desapego sentimental, enquanto os outros dois, vão mais pro lado da saúde mental para falar sobre desapegos que muitas vezes ainda não é no tempo esperado, mas que por causa da pressão da sociedade, eles são inevitáveis. Antes de seguir com os dois curtas, tenho que dar uma salva de palmas para a equipe de Lança-Foguete, que com pouco, fez muito e até bastante! Eles mandaram muito bem e estão de parabéns, utilizando-se de referencias a filmes de ficção e horror nacionais e internacionais e efeitos práticos de ponta, para criar um conto que me deu até vontade de ver de novo!

Já sobre os dois curtas, eles foram uma bela sessão de terapia como bem disse a Enoe do Coisa de Cinéfilo, pois o mundo hoje, vive no divã. Enquanto Casulo fala sobre depressão pós-parto, que é um micro universo, A Caverna parte para o marco, pois, se o objetivo deles, era falar sobre síndrome do pânico, eles falaram sobre outros temas de saúde mental, que aí fica a cargo do espectador decidir. No Casulo, a diretora, roteirista e atriz Aline Flores, que no filme parece uma sósia da Bryce Dallas Howard, manda muito bem ao expressar o horror do pós parto e a fragilidade de achar que a sua casa é uma caixa que quer esmagar seu filho a qualquer momento. Já na Caverna, a interação entre Nathalia Garcia e Saravy é muito boa e as cenas filmadas na caverna de Tunas, interior do Paraná, são muito boas pro tempo curto de filmagem que a equipe teve. Sinceramente, o filme destaque do dia.

Sobre Itatira, o filme é muito confuso. Pois ao mesmo tempo em que ele quer falar em forma documental sobre um caso de surto coletivo em uma cidade no interior do Ceará, ele tenta dar ênfase aos fatos, só que falta um pouco de veracidade, como se o filme quisesse que embarcássemos nessa loucura, o que acabou não funcionando. Sinceramente, nem Invocação do Mal, que usa de casos de assombração com veracidade semelhante ao de Itatira, consegue causar mais impacto do que foi esse aqui.

No geral, o quarto e penúltimo dia de Cine PE 2025 utilizou do medo para falar sobre temas importantes, só que uns conseguiram fazer isso com êxito, enquanto outros se deram mal na tentativa.

NOTA: 9,0

E você, concorda ou discorda dessa critica? Comenta aqui embaixo com a #CentralnoCinePE e acompanhe toda a cobertura do festival aqui no site, no nosso canal no Youtube e nas redes sociais.

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