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Central Critica no Cine PE | Encontros, Desencontros e Reencontros são abordados no quinto ultimo dia de exibições

A vida é feita de encontros, partidas e reencontros, seja com alguém próximo a nós, ou quando iremos conhecer alguém novo, como novos prazeres e novos dilemas. Foram esses os temas abordados no 5º e penúltimo dia de exibições de Cine PE 2025.

Muitas vezes, é necessário nos reencontrarmos com nossos desafetos do passado ou com problemas que começaram lá atrás e que duram até hoje, para podermos evoluir como seres humanos. E é isso que Depois do Fim e Tu Oro abordam. Indo primeiro para o passado, o curta de Rodrigo Aquiles tem como tema central o racismo, mas ele também fala sobre crença na sua religião. A história mostra um homem preso, sendo usado como guia por um francês, para poder chegar até uma riqueza que foi deixada escondida e que só esse homem sabe a localização.

As cenas gravadas com poucos recursos na floresta são bem feitas e a iteração entre os atores Claudio Souza e Dênis Langois é bem estabelecida e o Claudio, manda muito bem nas expressões de medo, raiva e coragem, o que prova que o cinema Amapaense tem bons atores e atrizes para o cinema brasileiro explorar. Voltando agora para o presente, o Depois do Fim, foi o melhor curta da noite. Isso porque, Pedro Maciel utiliza apenas de uma única locação, que é um carro em movimento, para abordar uma DR entre ex-namorados e questionar, será que vale a pena reatar esse romance? O Rafael Lozano e a Olívia Torres estão muito bem como esse ex-casal que está com problemas e as expressões deles, principalmente da Olívia, ressaltam muito bem isso.

Sobre o filme Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, ele fala sobre os encontros inesperados que a vida traz e aborda com uma riqueza de detalhes, a comunidade surda brasileira, que é a mais renegada no cenário audiovisual comercial. Só que mesmo trazendo esse tema super importante, ele peca muito no roteiro, que atira para todo canto, mas não sabe para onde ele quer acertar. A direção do Bruno Costa é ok, mas por causa do roteiro rotativo, o trabalho da direção se perde e sobra para o elenco, que faz o máximo para tirar leite de pedra desse roteiro. De todos, a Gabi Gabicolom é a única que manda bem e isso sendo uma mulher preta e surda.

No geral, o penultimo dia do Cine PE 2025 mostrou que as vezes, é preciso um encontro para poder analisarmos nossos defeitos e qualidades para podermos evoluir para o futuro.

NOTA: 7,0

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