Chegamos ao sétimo e penúltimo dia de exibições no Festival de Cinema de Gramado, onde o que reinou foi a conscientização sobre a violência, sobre a educação e sobre a existência de um povo. A começar pelo longa metragem Cinco Tipos de Medo, que fala sobre a violência urbana e como ela está totalmente presente em qualquer cidade fora do eixo Rio/São Paulo.
O roteiro e todo o trabalho do Bruno Bini é uma coisa bem engenhosa e que desafia o telespectador a montar um quebra cabeça minucinuoso. O longa acompanha Murilo (João Victor Silva), um jovem aprendiz de música clássica, que depois de se libertar do covid, se envolve com Marlene (Bella Campos), uma enfermeira que está envolvida com Sapinho (Xamã), um traficante barra pessada. No meio disso tudo, ainda tema policial Luciana (Barbara Colen) e o advogado Ivan (Rui Ricardo Diaz), que acabam se envolvendo nessa história através de ações do Sapinho, do Murilo e da Marlene.

Uma das melhores coisas que esse filme apresenta, são os cortes que são dados nas histórias dos personagens e o vai e volta no passado de cada um para conectar as histórias de todos eles. E o melhor de tudo, com as belezas de Cuiabá e com um grandioso e estrelar elenco. Os grandes destaques do filme vão para Barbara Colen, que entrega uma personagem enigmática e poderosa, que mostra o lado brutal da mulher, com cenas de luta, dignas de ser de um filme de super-heróis, só que com uma inspiração em Cidade de Deus. E também para o Xamã, em seu primeiro projeto cinematográfico e claro, para João Victor Silva, que mesmo antes de fazer o Ronaldo de Garota do Momento, entregou atuação.

Por fim, a noite de exibição terminou com dois documentários que lacraram a sétima e penultiama noite de exibição com lágrimas nos olhos de quem esteve presente. Foram eles: Lendo o Mundo e Os Avós, que contam um pouco do passado educacional e populacional do nosso país, para que nós possamos entender o presente e o futuro.
Com muita dor e tristeza no coração, estamos chegando ao fim da primeira cobertura de Central em Gramado e ano que vem, tem mais.
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