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Central Critica no Cine PE | Quarto Dia mostra a força de superação do Brasil e do Cine PE em meio a sua maior e significativa perda

A Vida de cada um é cheia de obstáculos. E sempre há dentro de cada um de nós, a força necessária para conseguir superar todos eles em prol de um objetivo, garantir um futuro melhor para as próximas gerações. Isso foi o que norteou o quarto dia de exibições do Cine PE 2026, que ainda vivia o luto pela morte de seu criador, Alfredo Bertini.

Composto pelos curtas: Medo Monstro, Via Sacra e Da Aldeia á Universidade, o quarto dia de exibição trouxe uma lição de vida num momento tão difícil para a família Cine PE. Começando pelo Medo Monstro e pelo curta feito pelos estudantes da prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, Guardiões da Floresta, um coisa que ambos os curtas tem em comum: é que ambos foram feitos por crianças, assim como o longa-metragem que encerrou o dia. Diferentemente de Guardiões da Floresta, onde a mensagem que perdura é a preservação ambiental, em Medo Monstro, nós partimos de um relato pessoal de uma garota, que viveu as eleições de 2018 e quis demonstrar isso de uma forma lúdica, com um visual bem bonito e que tem traços de desenhos japoneses.

Divulgação: Carol Quintanilha/Globo Filmes

Falando agora sobre Via Sacra e Da Aldeia a Universidade, os curtas falam muito sobre superação, mas cada um carrega um trunfo consigo. O Via Sacra tem em seu roteiro, o segredo da força motor da protagonista como plot principal e uma coisa revolucionária no mundo dos curtas mas nem tanto, uma cena pós créditos! Já Da Aldeia á Universidade, além de ser uma obra audiovisual indígena, ela é originária do Tocantins, um estado que quase nunca expõe sua visão cinematográfica dos rumos e das dificuldades do país. E aqui, a grande força desse curta tocantinense, é justamente trazer o modo de vida da aldeia e como a educação pode mover montanhas, até mesmo dentre os povos originários.

E por fim, o longa documental premiado em Berlim, A Fabulosa Maquina do Tempo, fecha essa noite de exibição, mostrando a realidade de quem vive com o Bolsa Família e os verdadeiros desejos que motivam aquelas meninas de Guaribas no interior de Pernambuco. A direção e o roteiro da Elza Capari, consegue mergulhar na imaginação das crianças de Guaribas e contar, através de uma mescla de ficção e documento, o que as crianças de uma cidadezinha pensam e vivem com os debates retrógados que pode não parecer, mas atingem elas sim, fazendo a socidade entrar numa maquina do tempo e sempre voltar para o mesmo ponto retrógado.

No fim, o quarto dia de exibições do Cine PE 2026 reforçou uma clássica frase dita até por Optimus Prime no final de Transformers: O Lado Oculto da Lua: No Meio da guerra, a calmaria vem entre as tempestades. Só que aqui, Nunca haverá o dia em que o Cine PE e o Audiovisual abandonarão o Brasil e o seu povo.

Gostaram dessa critica ou não? Comenta aqui embaixo com a #CentralnoCinePE e acompanhe a cobertura do festival também no Youtube e nas Redes do Entretenimento.

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