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Central Critica Antártida: No meio das geleiras polares, uma denuncia é feita e uma inovação é alcançada

O Gelo e o frio é o ambiente perfeito para se explorar o medo, a insegurança e causar até mesmo uma grande desconfiança entre quem está lá. E o cinema mundial, já explorou o clima frio várias vezes, seja em Louca Obcessão, O Iluminado, O Enigma de Outro Mundo e até mesmo o novo Resident Evil do Zach Cregger. Só que agora, quem está explorando o medo no gelo, é o BRASIL!

Em Antártida, nós acompanhamos uma equipe de pesquisadores brasileira, que vive na Antártida, até a chegada da Inês (Marina Ruy Barbosa), uma mulher cheia de sonhos, que sofre um crime brutal na base de pesquisas e uma investigação é iniciada pelas mulheres da base, para poder encontrar o verdadeiro culpado.

Divulgação: Paris Filmes/Estúdios Globo/TV Globo

Toda produção sempre tem um proposito a cumpir, seja ele espiritual ou comercial. E no caso de Antártida, ele vem com o proposito de tentar provocar uma reflexão no publico, principalmente o masculino sobre violência contra a mulher, que é um assunto abordado pelo audiovisual brasileiro já várias vezes. E claro, em cada vez que esse tema foi tocado, um avanço foi feito na sociedade. Nós tivemos por exemplo, a criação da Lei Maria da Penha por causa de Mulheres Apaixonadas, a criação da Lei Carolina Dieckmann depois do caso terrível que a atriz sofreu, nós temos as Delegacias da Mulher e as redes de proteção como o 180, mas mesmo assim, a violência contra elas continua ocorrendo e crescendo cada vez mais no Brasil.

E o roteiro de Antártida da Claudia Jouvin, faz uma critica justamente nisso, mostrando como um crime pode acontecer de forma banal, até mesmo no lugar mais inóspito do mundo, e mesmo assim, ainda haver impunidade. Além disso, o roteiro repete o mesmo caso que aconteceu com Moana 2 da Disney: O que era para ser série, virou um filme picotado. E dá pra ver claramente que tem partes do roteiro que foram picotadas. Somado a isso, junta-se também, a direção do Bruno Safadi, que já comandou várias obras na Globo como Verdades Secretas 2 e Jogada de Risco, e consegue criar o clima de suspense, mas que não chega a ser algo como em Os Suspeitos, mas também não se iguala a um quem matou clássico de novela.

Divulgação: Paris Filmes/Estúdios Globo/TV Globo

Sobre o elenco, aqui temos um verdadeiro time de estrelas: Marina Ruy Barbosa, Andrea Beltrão, Renan Monteiro, Henrique Barreira, Mariana Sena, Antônio Calloni e muito mais. Só que, ao mesmo tempo em que temos alguns atores que são bem aproveitados e se destacam bem como podem nos seus papeis como a Andrea Beltrão, a Marina Ruy Barbosa e o Lázaro Ramos, temos outros que, embora tragam uma sabedoria de talento, o roteiro não dá muito espaço para eles brilharem e trazem ainda tramas bestas, como é o caso de Antônio Calloni e do Gero Camilo. E repito, não é má atuação, é falta de aproveitamento para servir mais a trama e digo isso até mais em virtude do Gero, que arrasou no Festival de Gramado de 2025 com Papagaios em um papel protagonista. Voltando para a Elisabeth, a Andrea Beltrão se divertiu com o que pode nesse filme e conseguiu encarnar uma verdadeira final girl. Se Antártida fosse algo mais ligado com um ser alienígena, a Andrea tiraria de letra com certeza. Além do mais, tem uma sequência que ela faz com o Gaspar (Renan Monteiro), que parece que ela está fazendo a versão brasileira de O Dia Depois de Amanhã, o que puxa o gancho para falarmos sobre a tecnologia do filme, que recria a Antartida no Rio de Janeiro de 40 graus.

Uma das grandes cartas na manga de Antártida, são os efeitos visuais, que recriaram em estudio, o cenário polar ártico realístico e fidedigno, com telões de led para mostrar as montanhas rochosas de neve e gelo, e sete camadas de piso de neve falsa e muito vento. E isso, é um grande avanço para o cinema brasileiro, que além de ser reconhecido mundo afora, também está evoluindo e inovando nos efeitos visuais, como a tecnologia 3D de Pluft: O Fantasminha da Rosanne Svartman. Que o sucesso de Antártida, abra novas janelas e portas para que mais cineastas e produtores, ousem mais nas histórias para igualar o nosso cinema brasileiro ao cinema de Hollywood nos termos de produção.

Divulgação: Paris Filmes/Estúdios Globo/TV Globo

Antártida é um filme de suspense que não chega a ser uma obra maravilhosa, mas veio no momento certo para falar sobre violência contra a mulher e ainda servir uma inovação em termos técnicos de produção. Embora as cenas aéreas de transição entre um cenário e outro, pareçam que foram tiradas da internet, embora elas tenham sido feitas na Patagônia.

Nota:

Divulgação: Paris Filmes/Estúdios Globo/TV Globo
Divulgação: Paris Filmes/Estúdios Globo/TV Globo

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