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Resenha Literária de Virada de Jogo – A história do casal mais fofo de Rivalidade Ardente, agora sem filtros e pudores

Eles foram o casal mais fofo e que surpreendeu quem assistia a primeira temporada de Heated Rivalry (Rivalidade Ardente). Com seu jeito único e um romance que parecia ter vindo da realidade para a ficção, a história de amor de Kip Grady (Robbie G.K.) e Scott Hunter (François Arnaud) apresentada no terceiro episódio, mudou completamente os rumos da história e transformou, o que parecia até então uma história quase pornográfica em um romance com toques de drama.

Mas, e o que ficou de fora? Tem mais alguém que cerca a vida do Scott e do Kip que a gente não viu? E esse romance todo dos dois? Foi coisa da série mesmo ou isso também está no livro? Essas são as perguntas que Virada de Jogo responde. O livro é a versão brasileira de Game Changer, obra escrita pela autora Rachel Reid e que foi traduzida para o Brasil pelo Vitor Martins, o autor de Quinze Dias.

Divulgação: Crave/Bell Midia/HBO Max

A história que inicia toda essa saga de romance queer no hóquei e que antecede Heated Rivalry, se passa entre 2013 e 2014 e acompanha o jovem jogador de hóquei Scott Hunter, que está em uma fase meio ruim pelo New York Adimirals. Até que um dia, ele para em uma lanchonete de Smoothies e pede um smoothie de mertilo azul ao atendente Kip Grady, que logo se encanta pelo homem loiro, másculo e com uma pinta rústica. Scott vence o jogo á noite e metódico do jeito que é, ele repete o ritual no dia seguinte para ter sorte e ele começa a se interessar pelo Kip, que também não esconde o seu desejo por Scott. E é a partir daí que os dois desenvolvem uma relação que irá mudar para sempre os rumos das vidas deles e do mundo do hóquei.

Quando a série Heated Rivalry chegou ao Brasil, muita gente de fora do fandom não conhecia direito a história do Ilya e do Shane, muito menos que ela fazia parte de uma saga de romances queer no mundo do hóquei no gelo e que eles eram destinados para adultos. Só depois que a série de HBO Max começou a pipocar, é que o Brasil Queer foi se inteirando do universo de Game Changers, dos casais que compunham cada um dos agora sete livros e que a história do Scott e do Kip, que aparecia no episódio 03 e se concluía entre o final do episódio 05 e o inicio do episódio 06, era na verdade o primeiro livro, que agora está nas livrarias brasileiras e nos streamings de leitura pela Editora Alt.

Divulgação: Crave/Bell Midia/HBO Max

Um fato interessante, tanto sobre Rivalidade Ardente, quanto sobre Virada de Jogo, é que você pode ler o livro e ver a série, ou fazer o caminho inverso. Mas no caso da história do Scott e do Kip, a versão em páginas, além de funcionar como um ótimo complemento para a série, ele acaba sendo melhor no seu desenvolvimento narrativo, principalmente na parte do Kip, que na série, nunca demonstra que está insatisfeito com o seu emprego na lanchonete de Smoothies. Já no livro, isso é diferente. O Kip das páginas acaba tendo um pouquinho mais de carisma do que o da série feito pelo Robbie G.K. E isso se deve ao desenvolvimento do personagem, que tem outras camadas a serem exploradas além do relacionamento com Scott, como o crescimento na sua carreira de historiador, fato esse que a série só deixa sub entendido no episódio 03 em dois momentos. Já o Scott, além dele ser mais jovem que o da série, ele é o único que não tem muitas mudanças além da idade, fora toda a sequencia que antecede a saida dele do armário para o mundo. Então o bom de Virada de Jogo, é justamente fazer o leitor brasileiro se identificar com a trajetória do Kip, que tem muito mais haver com a vida real do que a do Scott, onde sua única camada, é decidir se sai ou não do armário por amor.

Sobre os personagens adicionais que cercam a vida do Scott e do Kip, alguns deles são melhor aproveitados do que outros, o que acaba sendo um ponto positivo para o Jacob Tierney, que soube fazer as escolhas certas na hora de criar o episódio do Skip e serve até como um espelho se você leu Rivalidade Ardente primeiro, já que os amigos do Scott no New York Admirals, tem o mesmo perfil dos amigos do Shane no time de Montreal.

Divulgação: Crave/Bell Midia/HBO Max

Sobre as cenas hot e proibidonas, que na série foi uma coisa mais sexo com amor, aqui ela perde totalmente o pudor com brincadeiras envolvendo dedos, provocações virtuais e palavras até antes nunca lidas, o que torna a experiencia bem mais selvagem e intensa que as cenas do casal Hollanov, que só vão se tornar mais interessantes apenas em The Long Game, agora intitulado no Brasil, Jogo a Longo Prazo. E embora tenha alguns diálogos bem brega, o que em parte é mérito da Rachel Reid, as decisões que o Vitor Martins tomou não só nas cenas hot, mas no texto como um todo, acaba tornando a leitura de Virada de Jogo viciante e com vontade de ler mais uma vez, embora não querendo criar aqui uma Rivalidade Ardente entre autores/tradutores, mas a tradução do Carlos José da Silva em Rivalidade Ardente, acaba sendo um pouco melhor, o que fez este critico reler o livro 4 vezes.

Virada de Jogo, que era para começar essa saga deliciosamente hot, meio que continua o enredo e as brincadeiras deliciosas iniciadas em Rivalidade Ardente, mas em comparação com a série, o livro tem o equilíbrio perfeito entre ganhos e perdas. Embora nos personagens principais, a série acabe perdendo para o livro no quesito desenvolvimento de narrativa.

NOTA:

Divulgação: Crave
Divulgação: Crave/Bell Midia/HBO Max

E você, já leu Virada de Jogo antes ou depois da série? Prefere qual casal? Holanov ou Skip? Comenta aqui embaixo e nas Redes do Entretenimento. Acompanhe a Central do Entretenimento também no Youtube.

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