O showrunner, diretor e roteirista de Heated Rivalry (Rivalidade Ardente), Jacob Tierney, concedeu uma entrevista ao Deadline e acabou revelando um detalhe importante sobre o futuro da série, que começa a gravar os episódios da 2ª temporada agora em agosto.
O foco da temporada será o livro The Long Game, sexta obra da franquia Game Changers e que aprofunda a relação entre o Ilya e o Shane como casal ao longo de 10 anos. Pelo fato do livro ser simplesmente o mais longo da franquia, Tierney soltou que ele pode ser dividido sim em duas partes, sendo uma na 2ª temporada e a outra na 3ª, teoria que muitos fãs já especulavam.
“The Long Game é como cenas de sexo de um casamento. Não quero dizer que estamos fazendo Bergman aqui, mas você tem seu final feliz, está apaixonado, consegue ter um relacionamento. Mas, como a maioria dos adultos sabe, você pensa que é aí que fica fácil? Não é. É aí que fica difícil. É aí que você tem que tomar decisões de verdade. É aí que a vida real pode te dar um tapa na cara.”
“Continuamos levando esse relacionamento em uma jornada que terminará feliz, mas ao longo do caminho é repleta de altos e baixos e de descobertas sobre si mesmo, sobre seu parceiro e sobre como você quer viver, o que significa viver como um casal queer no mundo e o que você deseja da sua vida privada e da sua vida pública. Estamos apenas dando ao Shane e ao Ilya, a seriedade que esse romance merece, ao mesmo tempo que nos mantemos dentro dos limites do gênero em que estamos inseridos, o que eu adoro. Quero que eles sejam felizes, mas também quero mostrar que isso não é fácil. Porque parte do que Rachel faz brilhantemente em sua escrita, é dar alegria à comunidade LGBTQIA+, mas também, não fingir que o mundo não é o que é. Não é como se ela tivesse criado um mundo onde não existe homofobia, tipo o hóquei é incrível e qualquer um pode se assumir. Não. Ela mostra que é difícil, exige coragem, fibra e sacrifício, e exige se impor e dizer as coisas com convicção. E isso, para mim, é um triunfo. É isso que estamos tentando fazer aqui.”
Além disso, ele também comentou que para ajuda-lo a adaptar essa obra complexa, ele convidou Michael Goldberg para ser o seu co-roteirista e sobre os ataques racistas que o ator Hudson Williams sofreu no inicio do ano por ser um ator não branco.
“O Mike não é só um velho e querido amigo meu que conheço há anos. Ele é, de fato, um dos meus escritores favoritos. Eu disse isso a ele outro dia, porque estou prestes a ler o primeiro rascunho de um roteiro dele e aí eu pensei: ‘Tenho muita sorte de poder ler algo que você escreveu de novo, e ainda por cima para a minha série.’ Ele escreve com muito coração e humor, e é muito inteligente. Mas ele também tem um jeito peculiar de sempre ir por caminhos inesperados.”
“Não esperávamos toda essa atenção ou reação de um público que talvez nem exista”, refletiu Tierney. “Aprendemos muito [desde que a série foi ao ar] e há muito o que pensar daqui para frente em relação aos fãs e tudo o que vem com eles, tanto positivo quanto negativo. Temos um protagonista não branco. Acho isso extremamente importante”, disse ele. “Podemos tirar algumas lições disso: não é preciso fazer uma série asiática para ter um protagonista asiático. Hudson é uma estrela, cara.”
Vale lembrar que o Jacob Tierney irá receber o troféu honorário do Critics Choice Awards na 3ª edição do Celebration of LGBTQ+ Cinema & Television de Melhor Showrunner, pelo seu trabalho na primeira temporada de Heated Rivalry. O foco dessa premiação, é em homenagear artistas, produtores e showrunners, que estão ligados a alguma produção LGBTQUIAPN+.
A entrega acontecerá no dia 29 de maio em Los Angeles, um dia antes do Canadian Screen Awards, premiação canadense no qual Heated Rivalry está concorrendo em 18 categorias. Comenta aqui embaixo e nas Redes do Entretenimento. Acompanhe a Central do Entretenimento também no Youtube.





