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Central Retro 2023 – As crises e os sucessos das novelas

Novela é um produto brasileiro que sempre vive na base da montanha russa, cheia de altos e baixos. E em 2023, as novelas brasileiras passaram por mais crises do que vitórias. A começar pela faixa das seis, que teve duas tramas em 2023 e foi literalmente do céu ao inferno na audiência, apesar da segunda trama ser muito boa.

Imagem: TV Globo

No começo do ano, o publico acompanhou a saga do Marcelino (Levi Assef) em busca de sua mãe biológica, a Marê (Camila Queiroz) e sempre que podia, contava com uma ajudinha divina contra as maldades da Gilda (Mariana Ximenes), a nossa Gildinha. Essa foi a história de Amor Perfeito, que sucedeu Mar do Sertão e adaptava o livro Marcelino, Pão e Vinho, mudando algumas partes da história e o seu final dramático.

Com aquele ambiente dos anos 50 que sempre faz sucesso com as tiazinhas do sofá e com muito romance pra você tomar aquele café ou aquele chazinho com bolo, a novela teve um bom sucesso na faixa das seis, que em meados de agosto, trouxe uma mudança de tom gigantesca com o remake de Elas por Elas, escrita por Alessandro Marson e Thereza Falção, que já eram conhecidos da faixa por fazer novelas de época.

Com o tom contemporâneo, a novela, que ainda está no ar, tem o principal requisito da faixa das seis, que é o romance em excesso. Só que, a agilidade no texto, que típico da faixa das sete ou das nove, está presente aqui e é justamente isso que incomoda o publico alvo da faixa, que até já viu a primeira versão da história. Resultado, baixa audiência desde o começo, até o presente momento em que essa notícia está sendo escrita.

Imagem: TV Globo

Indo agora para o horário das sete, mas permanecendo na mesma situação, vamos falar sobre a transição Vai na Fé/Fuzuê. O ano começou bem, com o publico adorando a história da Sol (Sheron Menezes), e seu dilema entre religião e funk, as musicas do Lui Lorenzo (José Loreto), as referencias icônicas proferidas pela Wilma Campos (Renata Sorrah) e a grande revelação que foi Clara Moneke como Kate. Até mesmo as reclamações de vetos ao casal lésbico, renderam durante a trajetória da novela, que saiu com o título de novela de 2023 no Melhores do Ano.

Chegando agora no Fuzuê, a estreia de Gustavo Reiz na Globo, não foi das melhores. Também né! Não acertou nem de primeira quando era na Record.

Com um começo até bom, a história da caça ao tesouro debaixo de uma loja de departamento, cansou o publico depois de alguns meses. Tanto é, que o experiente Ricardo Linhares, teve que ser chamado para remodelar a trama ao gosto do povo, mas não adiantou. Agora, a novela caminha na corda bamba, a espera do mês de março, que é quando estreia Família é Tudo do Daniel Ortiz. Mas, se essa história não funcionar, teremos um grave problema na faixa das sete.

Imagem: TV Globo

Se na faixa das seis e das sete, tivemos exemplos claros de novelas que foram do sucesso ao fundo do poço. Na faixa das nove, aconteceu o inverso! A nova história de Glória Perez, Travessia, que prometia tratar dos problemas e revoluções tecnológicos, sofreu bastante com micos e gafes da atuação de Jade Picon, com a virada de casaca da Cássia Kiss, que ficou frequentando protestos golpistas no começo do ano, com a estreia de Todas as Flores, que era pra ser, a verdadeira substituta de Pantanal e foi um sucesso estrondoso, e com uma história rasa, onde não tinha protagonista e nem um vilão concreto. Tanto é, que na opinião da central, o vilão de Travessia, era o Moretti (Rodrigo Lombardi), que mesmo com a coringada do Ari (Chay Suede), se permaneceu com o antagonista da história.

Depois do surto de Glória Perez, saímos do fundo do poço tecnológico, finalmente, para ter e ver um pouco de Terra e Paixão, a novela que se transformou na nova Amor á Vida, onde a protagonista perdeu espaço para um casal LGBTQUIA+, o que não é ruim. Afinal, Kelvin (Diego Martins) e Ramiro (Amaury Lourenzo), se tornaram os namoradinhos do Brasil, trocaram o tão aguardado beijo cinematográfico que vamos rever abaixo.

Divulgação: TV Globo

E agora, o povo quer mais. Quer cenas do casal numa relação intima, assim como todo casal de novela e principalmente, casamento no ultimo capitulo, do jeitinho que foi no sonho do Ramiro, que pra este que vos escreve, é uma das melhores cenas do ano.

Divulgação: TV Globo

Neste ano, Terra e Paixão passou por grandes mudanças, tudo em nome da audiência. E se tratando de um nome como Walcyr Carrasco, que é mestre em entregar grandes sucessos, ele deu tudo de sí. Deu tanto, que foi mais até do que a sua recuperação médica, que foi muito bem sucedida. Teve mãe morta que voltou para fazer maldade, teve mãe picareta feita pela Claudia Raia e ainda teve dois Quem Matou?, sendo que o mais recente, vai durar até o último capítulo.

A Central fez alguns vídeos sobre Terra e Paixão, que vocês podem conferir no nosso canal no Youtube. Mas a novela foi conferida de longe, pegando somente, os principais acontecimentos. Até porque gente, uma novela de 221 capítulos, vai ter sim, uma grande barriga. Agora, vamos preparar as malas e cruzar não só, a porteira de 2024, como a entrada da fazenda Jequitibá Rei da novela Renascer, que estreia 22 de janeiro.

Imagem: Globoplay/TV Globo

Chegamos agora na segunda novela lançada pelo Globoplay. Definida como a substituta de Pantanal, Todas as Flores sofreu uma reviravolta inédita ao ser mandada para o streaming, depois que Travessia furou a fila para o horário das nove. Mas, o publico esperou a novela estrear e no fim das contas, todos fomos testemunhas de uma história inesquecível e que fez José Luiz Villamarim morder a língua até hoje. Com duas vilãs marcantes e um ritmo de suspense que prendia do começo até o fim, Todas as Flores teve o que todas as novelas tiveram nesse ano de 2023: uma fase boa e uma ruim. A primeira parte lançada em outubro do ano passado, fez o publico se empolgar, nos trouxe a Mauritânia (Talita Carauta) empoderada e muita dor e sofrimento para o Diego (Nicolas Prates) e sua família.

Já a segunda parte, lançada em abril, foi do vinho para a água de uma hora pra outra. A Maíra (Sophie Charlotte), se afogou em sua própria vingança, a Mauritânia perdeu seu empoderamento ao se apaixonar por seu sobrinho e a rivalidade entre Judite (Mariana Nunes) e Zoé (Regina Casé), terminou sem explicação. Provavelmente não só esse, mas todos os outros desdobramentos da trama, seriam melhor resolvidos na TV aberta. No fim, Zoé e a perversamente brilhante Vanessinha (Letícia Colin), terminaram felizes e aplicando golpes.

Todas as Flores também passou por outras grandes mudanças nos bastidores. A primeira delas, foi a saída da Barbara Reis para viver a Aline de Terra e Paixão, o que ajudou a movimentar a trama por um certo tempo. Outra que dessa vez, foi até proveitosa para a imagem da novela, foi a escalação da Sophie Charlotte para o filme O Assassino do David Fincher, onde ela se dividiu entre Rio e Los Angeles e atuou até bem no que o longa pedia dela.

Para 2024, o destino das novelas é incerto. Podemos ter grandes sucessos, mas também grandes fracassos. Possibilidade de novos remakes? Talvez. O que importa, é que teremos novas histórias pra rir, se emocionar, falar mal nas redes sociais e amar também.

Deixem aqui nos comentários junto com o seu central emoji, qual foi a sua melhor novela de 2023 e qual foi a sua pior também.

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