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Central Critíca – Twisters, uma releitura que resgata o espirito do original e o atualiza para os tempos modernos

Tem filmes que permanecem clássicos até os dias de hoje, como é o caso de Halloween, Sexta-Feira 13, De Volta para o Futuro, Tubarão, Jurassic Park e Twister de 1996. Mas, com o passar do tempo, o publico vai mudando, a tecnologia vai evoluindo e Hollywood precisa chamar as novas gerações para os seus clássicos. Foi pensando nisso, que a Warner Bros se uniu a Universal Pictures e a Amblin Entreteniment para trazerem Twisters, um filme que não é uma continuação do original, nem um remake e muito menos um reboot. Mas sim, uma releitura do grande clássico protagonizado por Bill Paxton e Helen Hunt.

Divulgação: Warner Bros Pictures/Universal Pictures/Amblin Productions

Nesta nova história, nós acompanhamos Kate (Daisy Edgar Jones), uma caçadora de tornados, que acaba desistindo da profissão, depois de perder seu namorado e sua equipe de amigos para um tornado. Cinco anos depois, um grande amigo do passado a chama para retornar a ativa. Ao voltar para Oklahoma, Kate se depara não só com uma onda de furacões, mas também o caçador de tornados e youtuber Tyler (Glenn Powell), que no início, bate de frente com ela, mas depois mostra que tem um bom coração. Juntos, eles irão atrás de executar uma ideia, que visa acabar com a força de destruição dos tornados.

Divulgação: Warner Bros Pictures/Universal Pictures/Amblin Productions

Confesso que eu fiquei com um pé atrás quando Twisters foi anunciado. Mas, que bom que eu fiquei com a expectativa baixa, pois esse filme é ficção cientifica raiz! Fazia tempo que eu não via um bom filme assim, com humor, com tensão, com aventura. Esse é o grande acerto de Twisters, manter a essência do original presente. Mesmo com uma abordagem narrativa diferente, todos os elementos do Twister de 96 está lá, inclusive em easter eggs que quem for fã do original, vai dar aquela satisfação. Agora, o filme tem uma leve barriga ali no meio que me incomodou um pouco. Mas não deixou a experiencia desagradável.

Já o elenco, que é recheado de nomes que só as novas gerações conhecem, mandam muito bem no que o roteiro pede deles. A Daisy Edgar Jones, a nossa Anne Hathaway do Paraguai, traz uma mocinha determinada, mas que tem que enfrentar um trauma para conseguir seguir com os seus sonhos. Já o novo queridinho de Hollywood, o Glenn Powell, entrega um personagem que é canastrão no começo, mas que depois, vai revelando seu lado mais bondoso e compreensivo, o que faz com que a gente mude de ideia com relação a ele.

Divulgação: Warner Bros Pictures/Universal Pictures/Amblin Productions

Outro ponto positivo que Twisters tem, é a objetividade de explicar para o publico como se forma um tornado, coisa que o filme original não tem e ainda não só atualizar a franquia pros dias atuais, como também fazer uma critica as empresas privadas dos Estados Unidos, que sempre aparecem para comprar pequenas cidades com uma ajuda caridosa de dinheiro.

No fim, Twisters é uma excelente releitura, indicado para todas as idades e com o verdadeiro espirito da ficção cientifica e dos filmes catastrofe, coisa que foi se perdendo ao longo dos anos.

NOTA: 9,8

Divulgação: Universal Pictures/Warner Bros Pictures
Divulgação: Warner Bros Pictures/Universal Pictures/Amblin Productions

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