Anos 80 e 90, os fliperamas eram a grande modinha e hoje em dia, você ainda encontra lugares como o Game Station ou lanchonetes temáticas que tenham fliperamas sempre com os melhores jogos e claro, com Street Fighter, esse jogo clássico da Capcom que encantou gerações e ainda encanta novos fãs nos formatos digitais e para PSP. E atualmente, o cinema está tentando vários jogos icônicos para achar uma formula certa. Primeiro tivemos Super Mário Bros: O Filme e Mortal Kombat (2022), que nos mostraram o que fazer e o que não fazer numa adaptação. Então veio as sequencias desses dois filmes, que foram razoáveis e por fim, chegamos a Street Fighter: O Filme, uma adaptação que também é uma nova versão do filme dos anos 80 estrelado por Raul Julia.

Quando saiu o primeiro trailer desta nova versão de SF, o filme já estava anunciando que seria bem caricato no que diz respeito ao jogo em si. E quando a sessão começou com uma animação japonesa apresentando um pouco do passado dos protagonistas, Street Fighter: O Filme já mostra que vai agradar a todos os públicos, incluindo até aqueles que nunca jogaram o jogo num fliperama ou num PSP. E por falar em fliperama, quem jogou Street Fighter no fliperama nos anos 70, vai se sentir agraciado com as homenagens que o filme faz ao gameplay do jogo logo no inicio. Agora, indo para a parte técnica, o filme, ao contrario do que muitos esperam, não dá o foco 100% para o torneio em si e vai mais para a relação entre o Ryu (Andrew Koji) e o Ken (Noah Centineo), que é marcada por comparnheirismo, irmandade e que sá, uma química que exala romance!
Só que para além dessas citações, o roteiro do Kitao Sakurai e do T.J. Fixman constrói uma relação espelhada de medo e ego, onde o Andrew Koji, constrói um Ryu super fechado, com feridas do passado e que foge da luta e do Akuma para não se deixar ser levado pelo ódio que pode possui-lo, mas que uma hora ele precisa deixar esse medo de lado para domar o mal e assim dete-lo. Já o Noah Centineo, constrói um Ken pautado no ego que foi construído devido a sua fama e que só quando ele se livrar de todo o orgulho, é que ele pode acessar seu poder interior. E os dois atores mandam muito bem, Noah Centineo está engraçado pra caralho, enquanto o Andrew Koji está parecendo uma caricatura do Batman, só que sem a mascara e trocando o uniforme por um kimono. Inclusive, o filme bebe bastante da fonte de Dragonball e o Lord Bison do David Dastchelman, é uma bela homenagem ao personagem do saudoso Raul Julia, só que sendo uma versão caricatisima.

Outro ponto que pode dividir a galera aqui, são as lutas promovidas entre os personagens e que são fora do torneio em sí, que aqui, não é de fato o grande destaque. Mas pelo menos, ele não se iguala ao remake de 2022 de Mortal Kombat onde mal tinha torneio. A trilha sonora traz grandes clássicos dos anos 90, principalmente do cenário LGBT, como a música “Whats Up” e “Its Ranning Men”. Agora, o roteiro também tem um lado ruim, que aqui é pautado na convicção dos roteiristas, que trouxeram personagens demais, não desenvolvem todos eles e alguns são tratados até como piada, como é o caso do Balinska (Jason Momoa), que é inclusive o personagem que representa o Brasil. Eles até colocam um sambinha no fundo da musica para simbolizar quem ele é. A Chung-Li tem seu arco pouco desenvolvido e a mulher que grita e que parece ter poderes de abelha, nem é gasta com primor.
No geral, o novo filme de Street Fighter é feito com foco em agradar todo mundo, mas que pode não agradar a todo mundo. Na boa, é um filme pra você se divertir e desligar a cabeça, assim como fazíamos quando íamos pegar um videogame para jogar.
Nota:







