Diz o velho ditado que a arte salva vidas. E pela primeira vez, o ator Coleman Domingo resolveu mostrar que isso acontece com Sing Sing, filme dirigido por Greg Kwedar e que está indicado em duas categorias no Oscar 2025: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Ator.
O filme acompanha Divine Eye (Coleman Domingo) e Divine G (Clarence Maclin), dois homens que estão presos cumprindo pena e dentro da penitenciária conhecida como Sing Sing, eles participam de programas de reabilitação que os ajudam a se reabilitarem e os dois Divines, estão inscritos em um grupo de teatro onde eles encenarão uma peça sobre viagem no tempo. E a produção dessa peça, mexe com a cabeça de todos.


O cinema já mostrou várias pessoas de gêneros diferentes recebendo uma segunda chance. E com Sing Sing, a coisa é diferente. Aqui, nós mostramos uma coisa que ficou muito rara no mundo, principalmente no Brasil, que são os programas de reabilitação de presos, uma iniciativa que tem diminuído cada vez mais com a fuga de detentos das penitenciárias. E o primeiro ponto que Sing Sing aborda, é a sensibilidade masculina, que é um estereótipo muito antiquado e que pode ser perdido através da arte ou da socialização com outras pessoas.
O segundo ponto favorito do filme, é a sua direção que está ótima. O Greg Kwedar consegue aproveitar o muito bem o único cenário que ele tem, que é a cadeia, cenário esse que foi utilizado por Coringa: Delírio á Dois, mas que foi mal aproveitado. A fotografia consegue muito bem distinguir o granulado e o antiquado que é a parte externa da prisão, enquanto dentro, o espaço tem várias cores de tonalidades frias e que vão mudando com o andar da produção da peça.


O elenco do filme também é outra coisa a parte. O grande destaque aqui, é realmente o Clarence Maclin, que demonstra um bom personagem, embora a sua feição lembre muito a do ator Anthony Ramos, o que me fez achar que eu estava diante do pai do menino robô lá de Transformers: O Despertar das Feras. A maneira como Anthony começa como um cara amarrada e com o tempo vai se soltando, vai mostrando algumas de suas camadas, coisa que é mais aprofundada com o Coleman Domingo que está destruidor em tela! Finalmente vemos um lado desse ator, que foi desenhado por Hollywood para só fazer vilão, não importa o filme que fosse.
No fim, Sing Sing mostra como o poder da arte realmente pode mudar vidas e nos tornar seres humanos melhores, mais reflexivos e sensíveis, uma coisa que a humanidade ta precisando demonstrar faz tempo! E no final, as cenas reais do grupo de teatro que fizeram a si mesmos durante o filme, foi a cereja do bolo.
Vejam, se emocionam e pensem em como a Arte é transformadora.
NOTA: 8,0

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