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Central Critica Resident Evil de Zach Cregger – Uma Carta de amor autoral de fã onde o game player é você

Se tem uma franquia que tá sempre buscando se reinventar para agradar os fãs, é Resident Evil. E depois de uma franquia clássica com a Mila Jovovich, um soft reboot e uma série reboot mal fracassada no streaming, a franquia retorna aos cinemas mais uma vez com a visão única e particular de um diretor que já conquistou seu espaço no mercado Hollywoodiano, que é Zach Cregger.

Um entregador de órgãos (Austin Abrams) recebe a missão de entregar um pacote especial no hospital geral de Raccon City. Só que o caminho para chegar até a instituição traz várias surpresas horripilantes e ele não tem preparação nenhuma de guerra ou manejo de armas, o que torna a luta pela sobrevivência ainda mais intensa.

Desde que quando anunciou que traria uma versão sua de Resident Evil e que seria fiel aos games por ser um grande fã e um grande jogador, Zach Cregger prometeu e entregou. Em seu Resident Evil, Cregger entrega um misto de alegria e fúria de zumbi ao mesmo tempo para quem é fã dos jogos. Isso porque o roteiro do Cregger com o Zach Hunter, pega elementos de vários jogos de Resident Evil e aplica a todo o momento, mostrando que ele não quer apenas fazer referência a um ou dois jogos apenas. Além disso, o filme não perde tempo em explicar mitologia e aposta mais na experiencia de colocar o publico vivenciando o universo de Resident Evil como se fosse o game player dos jogos, que aqui é feito pelo Austin Abrams. Tanto que, as melhores cenas são as da câmera assumindo o olhar em primeira pessoa do protagonista e construindo uma tensão sem igual e que resulta em cenas de susto que, hora acontecem da maneira tradicional e hora acontecem quando não se espera, com momentos engraçados antes, que é pra pegar o telespectador no pulo. E isso, é um traço especial que o Zach Cregger já demonstrou em A Hora do Mal, onde ele trazia um pouco de comédia para as cenas de susto e em Noites Brutais, onde ele apostava no terror seguro com um pouquinho de comédia. Inclusive, isso também é visivel na fotografia, que vai da cor fria a cor quente a depender do ambiente.

Mas aqui em Resident Evil, Zach Cregger mostra quem realmente é, um diretor e roteirista que sabe trabalhar muito bem a tensão, sabe agradar os dois lados do Jump Scare e ainda deixa o filme mais leve com boas pitadas de comédia, que são feitas por um ator que entende de timing cômico que é o Austin Abrams. Agora claro, essa particularidade do Cregger, pode deixar alguns fãs dos jogos um pouco frustrados, incluindo até também as criaturas, que ao meu ver, são diferentes do que foi apresentado até aqui e elas trazem, o toque autoral do Cregger, que imagina os zumbis de Resident Evil, como uma mistura de zumbi clássico com conceito da bola de neve e uns monstros que utilizam o poder do gatinho Goose de Capitã Marvel e que dão um susto bem bacana.

Agora vamos falar sobre o Austin Abrams, que começou sua parceria com Zach Cregger como coadjuvante cômico em A Hora do Mal e agora está querendo provar que pode ser um bom protagonista tanto em Resident Evil quanto em Dentro da Baleia que é o seu próximo filme de sobrevivência. Mas aqui, Austin constrói um personagem que é a representação perfeita de uma pessoa comum, sem experiencia nenhuma, dentro de um jogo de surviving horror e que está aprendendo a usar o joystick para aplicar nas armas. Além disso, o Austin e o Cregger constroem uma degradação interna do personagem, que desde o começo, parece não se importar muito com sua família e isso fica claro na reta final com um áudio de WhatsApp. Sobre o final, para alguns pode haver decepção, para outros vai ser um final legal. Já para a Central, foi um final agridoce e que ficou faltando um pouco mais, especialmente na cena final, onde o diretor não complementou com uma sensação de desespero com o que pode acontecer com o mundo e com o protagonista em Raccon City. Em outras palavras, o filme poderia ter uns 5, talvez 8 minutos a mais.

Resident Evil de Zach Cregger é uma ótima versão no meio de uma série de tentativas anteriores que foram bem fracassadas até no streaming. É uma carta de amor de fã para fã, mas que tem algo que falta aqui e que pode desagradar a uma boa parcela de fãs.

NOTA

Divulgação: Sony Pictures Brasil
Divulgação: Sony Pictures

E você, concorda ou discorda dessa critica? Está animado para esta versão de Resident Evil? Comenta aqui embaixo e nas Redes do Entretenimento. Acompanhe a Central do Entretenimento também no Youtube.

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