Olá Olá frequentadores da central! Um dos diretores mais verdadeiros do cinema, volta depois de um tempo parado, com uma história que trata de um tema, hoje reconhecido pela sociedade. Mas que na época em que a trama se passa, ele era tratado sem muita importância, o abuso sexual contra a mulher.
Em O Último Duelo, vemos dois amigos (Matt Damon e Adam Driver) se tornando inimigos, quando a esposa de um deles (Jodie Commer), acusa o outro de tê-la estuprado. Decidida, ela enfrenta tudo e todos para provar a sua inocência em um decisivo duelo que vai definir o destino de todos.

Ridley Scott tem um flerte com a era medieval e isso, desde quando ele começou a carreira de cineasta com Gladiador, que usa os mesmos ingredientes desse universo, espadas, cavalos, castelos, reis e rainhas. A diferença, é que de lá pra cá, Ridley acompanhou a evolução do mundo e resolveu fazer alguma coisa diferente de Alien e Exodus. A ideia de mostrar para a geração de hoje, como a mulher era vista lá atrás, dá a sensação de como a humanidade era pré-histórica no passado e como ela está hoje, apesar desses problemas ainda continuarem a existir no planeta. E isso, fica muito bem retratado no cenário, uma Paris bem porca e suja, assim como era a humanidade lá no século 18.
A fotografia, é outra que ajuda muito a narrativa da trama, ela mescla os tons frios e quentes no momento exato em que tem que passar e a direção do Ridley ajuda muito, principalmente nas cenas de dialogo, aonde ele usa de longas pausas para mostrar para o telespectador, os sentimentos de cada um dos personagens.

O roteiro também é outro ponto que merece ser dado uma palma, ele consegue contar a história, mostrando para o público a versão de cada uma das partes envolvidas no duelo, a dos dois amigos e a da mulher, que foi a grande vítima dessa história. E confesso que, das três versões, a da vítima é a melhor, porque ela acaba confrontando as outras duas, mostrando verdades que elas não contaram quando foram exibidas. E assim que acontece o duelo, o telespectador já tem certa a decisão sobre quem está certo e quem está errado. Um material bem trabalhado durante duas horas e meia.

No quesito atuação, todos estão de parabéns. Deram um espetáculo maestroso e com bons momentos que merecem ser levados em conta para o Oscar do ano que vem. No trio principal, quem manda bem de verdade é o Matt Damon e a Jodie Commer. Mas os holofotes, merecem ir para a Jodie, porque quando chega a hora da versão dela dos fatos, é onde a atriz dá o melhor de sí e a direção do Ridley ajuda bastante nisso. O Adam Driver está mais maduro e se desprendeu de uma vez por todas do Kylo Ren. Tanto é, que ele consegue fazer uma pessoa tão mau-caráter, que você fica querendo que ele sofra de alguma maneira. Ou seja, temos um Adam mais satisfeito em aceitar os desafios propostos pelo diretor, tanto é que essa parceria, resultou em mais um filme com os dois! Casa Gucci.

Da parte cômica, se é que temos alguma, temos um Ben Affleck mais canastrão e safado, que faz de tudo para querer apenas uma coisa, debochar dos outros e curtir mulheres noite a dentro. Ah, um outro detalhe, a parte sonora da produção está perfeita. O editor de som conseguiu trabalhar muito bem para que pudéssemos ouvir cada detalhe do cenário e ficar emergidos cada vez mais na história.
No geral, O Último Duelo é um filme que marca a volta de Ridley Scott aos filmes de época, que usa suas 2h30 muito bem para contar uma boa história e abusar das interpretações de seu elenco, e que esse resultado se repita em Gladiador 2 ou em qualquer outro filme de época do Ridley, tirando Êxodo que não conta, em nome de deus.
NOTA: 9,0

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