O mundo vive hoje a era dos remakes e das continuações. E quando menos esperávamos, Hollywood foi mexer em um clássico Cult que ficou marcado pela morte do ator que fez o seu protagonista. Pra quem não conhece o caso macabro que marcou O Corvo (1977), o ator Brandon Lee, filho do ator e lutador Bruce Lee, estava gravando o filme quando acabou morrendo durante as filmagens finais do longa. Para o resto das cenas, foi usado um dublê de corpo e uma pequena parte do final teve que ser alterada.
Saltamos agora para 2024, onde temos um remake estrelado pelo Bill Skarsgard e que tem um tom mais sangrento, onde a vingança é motivada pelo amor. Nessa história, acompanhamos Eric Draven, um homem que foi para o centro de reabilitação para tratar seu vício em drogas. Lá, conhece a sedutora Shelly, que foi parar lá para fugir de comissários do inferno, que mandava almas inocentes para o andar de baixo. Apaixonados, o casal consegue se esconder por um tempo, até que eles são encontrados e mortos. Enquanto Shelly é enviada para o inferno, Eric recebe o dom de voltar dos mortos e de se curar e uma missão: acabar com a vida daqueles que o mataram para ter sua amada de volta. Vocês podem achar que eu estou contando a história inteira do filme, mas na verdade, isso aqui é só a sinopse.

O remake de O Corvo é pra mim, uma bola de antiestresse, uma farofa mal feita e azeda. Primeiramente, temos um roteiro que inicia e desenvolve muito mal o seu protagonista e o romance dele com a personagem da FKA Twigs. Depois, temos um vilão genericamente britânico e que só está lá apenas para mostrar sua bela voz. De resto, o que nos sobra são as cenas de ação e os momentos de agonia que o filme apresenta em alguns momentos com a direção mediana do Rupert Sanders.

Agora, se tem uma coisa que me tirou do filme, foi o seu final, que inclusive, deixou até o próprio Bill Skarsgard desgostoso com o projeto final. Isso porque, o roteiro toma uma certa decisão, que invalida toda a proposta do longa. Sinceramente, eu não sei como eles conseguiram fazer essa burrada sem passar pela supervisão da Lionsgate.
Acho que não tenho mais nada para falar sobre O Corvo, que é um filme detestante e sem vida. Gostei, pelo alivio do meu stress. Mas odiei como obra.
NOTA 6,0

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