2025 começou com o pé direito e com direito a muitas mordidas! Nosferatu é o primeiro filme da leva do Oscar 2025, que assim como a maioria dos filmes que estão cotados para a premiação, sempre chegam no Brasil entre Janeiro e Março, que é quando ocorre a premiação.
Um outro detalhe, é que esse filme, escrito e dirigido pelo Robert Eggers (A Bruxa e O Homem do Norte), é um remake de um grande classico não só do cinema, como também do Expressionismo Alemão, uma escola que trouxe muitas inovações ao mundo da sétima arte. Além disso, Nosferatu está recheado de polêmicas, justamente por ele ser uma versão do Paraguai, do Drácula de Bram Stoker e também, por ter um marketing que aposta muito em esconder o visual do seu protagonista. Mas, será que toda essa espera e essas possíveis cotações ao Oscar, valem a pena?
O filme conta a história do casal Hunter, que é formado por Ellen (Lily Rose Depp) e Thomas (Nicholas Hoult). Os dois passam a ser atormentados quando Thomas sela um acordo com o Conde Orlock (Bill Skarsgard) para vender o seu castelo e eles não sabem que o conde, é um vampiro milenar que fica obcecado por Ellen e passa a persegui-la aonde quer que ela vá, levando consigo, uma onda de terror.

No mundo de hoje, onde vivemos dominados por continuações de filmes clássicos e remakes, é muito raro ver uma nova versão de algo que já foi feito há 100 anos atrás dar certo. E graças aos demônios do inferno, Nosferatu é um caso atípico que dá muito mais do que certo! O longa se aproveita do mistério em torno da figura do vampiro para criar um suspense quase que angustiante, com cenas que sabem muito bem causar esse medo crescente no publico. E como esse, é um filme assinado em todas as linhas pelo Robert Eggers, já se sabia que esse era um filme que não tinha como dar errado. Depois de ter mostrado em A Bruxa e O Farol que sabe utilizar de ângulos para fazer cenas longas e closes nos personagens, eu creio que Nosferatu é a concretização dessa marca do Eggers, que só numa cena de distanciamento no escuro, já causa um medo danado no telespectador. E sim, me refiro a esses clipes aqui.
Já que mencionamos a escuridão, que é praticamente um personagem á parte e ás vezes, fundamental pro andamento da história, vamos falar do elenco do filme que arrasa. A começar por ela, que é um primor de atuação, que são as sombras e o uso de luzes noturnas. Como o visual do Nosferatu é uma coisa que praticamente não aparece em boa parte do filme, a escuridão se torna o personagem onipresente e muitas vezes aliado do personagem-titular, colocando ele em posições que muitas vezes não sabemos aonde poderá estar. E somando isso a belíssima fotografia e a toda parte técnica do filme, a obra se torna um primor e uma linda carta de amor ao horror clássico e raiz, que volta e meia é esquecido por algumas franquias. ALÓ MICHAL CHAVES!

Agora, partindo para o elenco em si, quem se destaca é a Lily Rose Depp, que depois de ter sobrevivido as obsessões do The Weekend em The Idol, agora encara uma obsessão mais fictícia e ela domina a cena em todos os sentidos. Outro que também faz uma boa atuação, é o Willem Dafoe que já é um queridinho do Robert Eggers desde O Farol e aqui, faz um Van Helsing que também desenvolve uma obsessão em destruir o Nosferatu e ele manda muito bem na mistura do inglês com alemão, que inclusive é a língua nativa desse universo já que ele se passa na Alemanha.
E já que falamos sobre misturar inglês e alemão, chegou a hora da falar sobre o Bill Skarsgard e sobre esse desafio que ele encarou de viver o Drácula do Paraguai, que tem um visual que honra o original em alguns aspectos, mas que também traz uma originalidade para o vampirão e com coisas que vem do próprio livro do Bram Stocker.

Com belos e pontuais jump scares, uma história envolvente, uma possível indicação na tempoada de premiações e um clima de dar frio na espinha, Nosferatu começa 2025 com o pé direito e mostra que nesse ano só vamos ter produções top de linha e que também, dá inicio a essa nova moda no Brasil de dedicar o mês de janeiro a produções de terror.
NOTA: 10,0
E vocês, o que acharam de Nosferatu? Comenta aqui embaixo e lembrando que janeiro é o mês do terror da Universal Pictures, que volta dia 16 com outra criatura mítica e clássica, o Lobisomem.

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