Começou a terceira edição do festival de cinema Muído, na cidade de Campina Grande, no interior da Paraíba. E para o dia de abertura, o que se viu muito presente em todos os curtas, foi a reflexão. Reflexão sobre valores, sobre o que você já viveu e sobre o passado que não retorna mais, de algum lugar. Ao todo, foram 8 curtas exibidos, sendo todos do nordeste do Brasil.
E desses 8, a Central escolheu dois curtas que foram exibidos e que expressam claramente o tema do dia, que é a reflexão. São eles: Hoje Não Vem Ninguém e O Que Doi Mais?

Começando pelo curta paraibano Hoje Não Vem Ninguém, da diretora Mariana Melo, o documentário fala sobre a vida e a rotina de 4 trabalhadores aposentados, que quando eram jovens, trabalhavam na rede ferroviária de Campina Grande. Com apenas 10 minutos mais ou menos de exibição, pelo menos é o que eu acho, o curta explora muito bem o passado de Campina Grande e como funcionava a movimentação do comércio da cidade, que era interligado com outros estados, justamente pela rede de ferrovias.
Os depoimentos dos 4 senhores são muito bons e eles tem um carisma cativante logo de cara. A maneira como eles contam a rotina deles e o terrível incidente que fez o fluxo na rede ferroviária cair, me fez ficar vidrado na telona do cine teatro e isso, eu dou o mérito da direção da Mariana Melo, que consegue despertar isso no publico.
NOTA: 9,0

Indo agora para um outro curta, vamos falar do documentário O Que Doí Mais? da diretora Bianca Rozalio, que tenta através dos depoimentos de estudantes da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), responder a uma pergunta, O Que Doí mais dentro do ser humano? Como essa é uma pergunta um pouco complexa, cada resposta dada, é um deleite a parte. Muitas delas claro, falam sobre saudade, mas tem outras que são muito engraçadas e que envolvem partes do corpo.
Mas risadas a parte, o que a diretora propõe com o seu projeto de conclusão de curso e que tem tudo haver com o tema do primeiro dia, é provocar no publico uma reflexão interna sobre seus sentimentos, assim como o curta para maiores de 18, Queima Minha Pele faz com a questão dos valores morais. E no fim, O Que Doí Mais, é saber que eu gostei do curta e que a direção fez um ótimo trabalho com a câmera focada no rosto dos entrevistados.
Nota: 10,0
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