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Central Critica no Festival do Rio | Paolla Oliveira brilha em seu primeiro terror em Herança de Narcisa, uma história que poderia ser da Heleninha Roitman

Já dizia aquele velho ditado: um familiar passa o seu legado de geração em geração e é uma tradição que nunca pode ser quebrada. Nem mesmo com a morte. É sobre esses Laços de Família que Herança de Narcisa fala. O longa de Clarisse Applet e Daniel Dias e estrelado por Paolla Oliveira em seu primeiro filme de terror, fez sua grandiosa estreia no Festival do Rio 2025 sob distribuição da Olhar Filmes.

Divulgação: Olhar Filmes/Telecine Productions

A história acompanha Ana (Paolla Oliveira), uma mulher que após ficar sabendo da morte da sua mãe, a ex-vedete Narcisa (Rosamaria Murtinho), descobre que ela lhe deixou uma mansão gigantesca e Ana quer vender o imóvel para lucrar com o dinheiro da venda. Mas, ela vai descobrir que nem todos os laços, podem ser quebrados. Uma das coisas que mais chama a atenção em Herança de Narcisa, é o fato dele ser um filme enxuto. E eu digo isso em suas várias vertentes: cenário, elenco e até a própria história que é bem simples de se entender. História essa que é desenhada pela Clarisse e pelo Daniel, que falam sobre família e sobre como cada pessoa lida com o luto, que é uma coisa que me lembrou muito WandaVision.

Divulgação: Olhar Filmes/Telecine Productions

Como eu disse no bloco anterior, o elenco também é enxuto. Ao todo, são apenas três personagens princiapis e alguns coadjuvantes, o que poderia totalizar em torno de 20, 30 pessoas. E todos eles entregam um filme potente e até atraente, onde nenhum efeito especial é usado e é tudo uma questão de técnica de filmagem usada pelos diretores, que abusam de efeitos práticos para causar o pavor no publico que não sabe o que tem por trás da porta vermelha por exemplo. E soma-se isso, a multiversatilidade de Paolla Oliveira, que entrega uma personagem que é muito parecida com a Heleninha Roitman na questão de tentar sempre fugir dos problemas. Por isso a coincidência do lançamento no festival ser no mesmo dia da morte de Odete Roitman e também pelo fato de que poderia ser qualquer personagem a caber na história do filme.

Divulgação: Olhar Filmes/Telecine Productions

Outra que também brilha bastante, mesmo aparecendo pouco, é Rosamaria Murtinho, que depois de brilhar em Sexa, aterrisa neste filme aqui, despida de toda e qualquer maquiagem ou máscara, trazendo uma Narcisa que não fala o Aí que Loucura, mas que mesmo depois de morta, ainda tem muitas lições a ensinar para Ana, mesmo que isso cause um pouco de medo. Tem também a casa do filme, que além de ser um cenário único que passeia por entre os tempos, é também um personagem que sente as dores de mãe e filha e tenta mostrar através da cena da festa, o quanto a Narcisa era feliz em vida. E por fim, chegamos no Pedro Henrique Muller, que faz o irmão da Ana e que tem uma outra maneira de lidar com o luto, que é algo que eu me identifico mais. Só que a diferença, é que eu só tento puxar o lado bom das coisas e não faço brincadeiras com elas.

Divulgação: Olhar Filmes/Telecine Productions

Herança de Narcisa é um filme único, que vem junto com Love Kills para mostrar que o cinema de terror brasileiro, está cheio de possibilidades em explorar temas sensíveis, que transformam o medo que sentimos, em coragem para enfrentar todas as barreiras, seja em relação ao álcool ou aos laços familiares, que serão para sempre sagrados.

Divulgação: Olhar Filmes
Divulgação: Olhar Filmes/Telecine Productions

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