Esse programa é conhecido no mundo todo, mas só é exibido nos Estados Unidos. O Saturday Night Live começou como um programa de humor de 90 minutos, onde eles alternavam entre esquetes, variedades e zoação. Com o passar do tempo, o programa foi se modernizando e satirizando os problemas e os assuntos do mundo real em suas esquetes e ele se tornou basicamente, a Malhação dos comediantes. Pois todo ator comediante que conhecemos hoje em dia como: Steve Martin, Eddie Murphy, Tina Fey, Paull Rudd e Bill Hader, todos eles saíram da barriga e do visionaríssimo que o Lorne Michaels teve.
E como parte das comemorações de 50 anos no ar que o programa completa em 2025, o diretor Jason Reitman, resolve fazer uma homenagem cinematográfica ao programa, mostrando como foram os bastidores do primeiro Saturday Night (como era chamado na época), onde para todos os executivos da NBCU, o programa já era tido como um fracasso.

Com uma proposta simples e direta, o roteiro escrito pelo Reitman em parceira com o Gil Kenan, não perde tempo com firulas e conta exatamente o que ele está querendo propor, mostrar os bastidores conturbados do primeiro Saturday Night Live, que era uma aposta duvidosa. Durante as quase duas horas de longa, nós acompanhamos a movimentação que fica no prédio da NBCU ao longo da noite, até a hora do programa começar. Uma das coisas que eu senti falta no roteiro, foi a explicação de como foi que o Lorne teve a ideia para fazer o programa, como ele levou essa ideia até os executivos da NBCU e como ele contratou os comediantes para estrelarem o seu programa. Se fosse colocado ao menos um flashback resumido, pelo menos, as coisas ficariam claras na cabeça até de quem é fã do programa, como esse que vos escreve.
A direção do Jason Reitman, que finalmente dirige um projeto original sem ser dos Caça Fantasmas, mostra uma agilidade com a câmera, que cria todo o clima de caos que foi aquela noite de sábado de 11 de Outubro de 1975. Ao mesmo tempo, o diretor/roteirista do filme, consegue colocar e isso sim foi uma incrível coincidência, um pouco de Brasilidade no longa, pois Saturday Night traz um pouco de Brasil em seu sangue. As fantasias exageradas que o povo usa no carnaval, a censura marcando em cima dos roteiros e o pessoal do programa sempre dando um jeito de desviar, piadas nível quinta série incluindo uma palavra que ficou muito meme no nosso país e inclusive, o nosso samba que foi incluído maravilhosamente na trilha sonora do Jon Batiste, que usa muito de tambores e daquela musica de espionagem para mostrar a sagacidade do pessoal da produção do programa em sempre conseguir dar um jeito para fazer o programa de estreia dar certo, mais um traço brasileiro enraizado nesse filme norte-americano.

O elenco também dá o seu show e cumpre aquilo que o roteiro pede. E a nota 10 mil aqui a ser dada é para a caracterização de alguns atores, que ficaram iguais as personas da vida real, como o Cory Michael Smith, que ficou idêntico ao Chevy Chase da vida real. Agora, tem algumas caracterizações que ultrapassaram tanto o ponto, que parece que estamos vendo outra pessoa. Um belo exemplo disso, é o Taylor Grey, que chegou a ficar tão parecido com o Jemaine Clement graças a caracterização. Falando agora do nosso protagonista, o Gabriel La Belle, ele transmite toda a energia e determinação que o Lorne tinha para colocar o seu programa no ar. Quem também se destaca, é o JK Simmons, que faz um dos apresentadores da NBCU e ele arrasa com um papel que é para humilhar qualquer novato. Dylan O Brien também é outro que se desconstrói ao apresentar seu lado cômico, fugindo do rosto lindo de Maze Runner.

Saturday Night é um filme que tem brasilidade no sangue e é uma ótima homenagem a esse programa humorístico que continuará sendo uma das escolas de comediantes mais amadas do mundo. Que venha agora os 100 anos de SNL.
NOTA: 9,0

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