Mais uma cinebiografia chegou aos cinemas e desta vez, uma das mais aguardadas pelo publico. Afinal, quem nunca ouviu alguma música do Michael Jackson na vida, que atire a primeira pedra.
Dono de hits marcantes, o rei do pop finalmente começou a ter sua história de vida contada nas telonas com a cinebiografia Michael, que chegou nesta quinta-feira (23) aos cinemas brasileiros. O filme acompanha o começo da carreira de Michael nos Jackson 5, até o seu ágüe no final dos anos 80.

Quando foi anunciada lá atrás que iriam fazer uma cinebiografia do Michael Jackson e que ela seria dividida em duas partes, todo mundo ficou em polvorosa e uma boa parcela achou que tudo, absolutamente tudo da vida do rei do pop, incluindo os erros e atropelos dele, seriam revelados também, ou pelo menos um pouco do seu outro lado seria mostrado nesta parte 1, que é inclusive supervisionada pela família do cantor. Só que infelizmente, não é o que vemos aqui. A direção do Antonie Fuqua nos entrega ótimas sequencias de shows e montagens de alguns clipes, como a sequencia de Thriller, que é sensasional e que foi inclusive gravada no mesmo local onde o clipe original foi rodado. Só que na parte da estrutura narrativa, o filme se perde completamente e repete os mesmos erros que outras cinebiografias, como Bohemian Rhapsody, I Wanna Dance with Somebody e Elvis fizeram, que é ser Chapa Branca, quando o filme torna a pessoa homenageada uma deusa e ignora tudo de ruim que ela fez.

E aqui em Michael, o que nós temos é, um Michael Jackson puro e inocente, que só quer o Peter Pan em sua Terra do Nunca, livre de conseqüências e fazer as coisas do seu jeito. Coisas essas que todo mundo aceita de boa sem questionar, porque ele é o MICHAEL FUCKING JACKSON. Tanto é, que o filme ignora as pressões que ele sofre por causa do mundo empresarial da música, que aqui, é resumido no pai extremamente agressor e caricato feito pelo Colman Domingo, que entrega um papel que as vezes, nos faz querer até ficar do lado dele em poucos momentos. Mas que no final das contas, nos lembra de como cruel, o dinheiro pode ser com algumas pessoas. Fora que a maquiagem nele, o deixou meio esquisito. Se por um lado eu amei ver a Nia Long atuando de novo em um filme. Por outro lado, ela ficou totalmente apagada, com apenas alguns momentos para ela brilhar.

No final, a impressão que fica, é que Michael deveria ter sido outro filme. Mas por causa de tretas e polemicas nos bastidores da produção, o resultado final é essa chapa branquisse na história do rei do pop, que com certeza vai agradar a todos os fãs e que eu espero realmente, que ele retorne na segunda parte com mais a oferecer e que não esqueça as merdas que o Michael fez em vida. Pois se não tiver isso, do que vale o investimento em nostalgia?
NOTA



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