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Central Critica Maria Callas: Angelina Jolie e sua beleza inegualável na estética emocionante de Pablo Larrian

Se tem uma coisa que as cinebiografias de cantores famosos já ensinaram, é que por trás das musicas icônicas e dos holofotes, a vida deles nunca foi um mar de rosas. E assim, chegamos a cinebiografia de uma das cantoras de ópera mais memoráveis da musica, Maria Callas. Na cinebiografia escrita por Steven Knight e dirigida por Pablo Larrián (Spencer e Jackie), acompanhamos a ultima semana de vida da cantora, enquanto relembramos um pouco do seu passado, que inclui também apresentações grandiosas e momentos chave da sua vida enquanto pessoa.

Divulgação: Diamond Films Brasil

Depois de fazer sucesso no Festival de Veneza, esgotar todas as sessões na 48ª Mostra de São Paulo e ficar pau a pau com Ainda Estou Aqui nas indicações para o Oscar 2025, o brasileiro finalmente pode conferir o que é essa obra que causou tanto burburinho. E eu digo para vocês, esse filme é um espetáculo de ópera no mesmo nível que as musicas da Maria, gigantes e apoteóticas. O diretor Pablo Larrián, acerta mais uma vez ao mergulhar de cabeça na história de uma personalidade famosa da mídia. Só que, ao contrario do que ele fez ao falar da esposa do presidente Kenedy e da Princesa de Gales, que eram filmes mais sérios e com uma boa dosagem de drama. Aqui ele vai diretamente na emoção que a ópera causa nas pessoas e na comoção que a história da Maria causa nas pessoas, o Steven Knight, que retoma a parceria com Larrián depois do sucesso de Spencer, teve mais uma vez todo o cuidado necessário para trazer os pontos importantes da vida da Maria Callas. Só que ao contrario de Spencer, ele não trouxe muito respiro para aliviar a barra do drama emocional, que estava mais pesado. Parecia que a cada trecho, ele queria que a gente chorasse o tempo todo e deixava poucos espaços para a gente respirar um pouco.

Divulgação: Diamond Films Brasil

Outro grande acerto do filme e que já coloca ele dentro da temporada de premiações, é a sua incrível fotografia, que explora as paisagens de Paris, assim como Spencer fez com as de Londres. O seu incrível figurino, que traz toda a elegância da alta sociedade, a direção de arte e a trilha sonora, que é pontual quando tem que ser e usa muito de versões instrumentais das musicas da Maria para impulsionar o drama pedido pelo roteiro do Steven. Sobre a atuação da Angelina Jolie, ela consegue se aproximar da Maria em vários aspectos, mas nem tanto na sua voz. Obvio que a atriz teve aulas de canto de ópera para chegar um pouco próximo da voz da Maria Callas, o que é bom. Mas ainda tem muito playback nas cenas dos espetáculos com o publico. Parece que o filme seguiu a lição de Meu Nome é Gal, mas ainda insiste em querer ficar preso ao que Bohemian Rhapsody fazia.

Maria Callas é um filme emocionante sobre a história de uma cantora que se deslumbrou com a fama e que não soube como lidar com o afastamento dela. Mas que mesmo assim, não deixou de fazer aquilo que mais amava, cantar a plenos pulmões. Agora, se ele se iguala a Ainda Estou Aqui, aí eu já não posso dizer o mesmo.

NOTA: 9,0

Divulgação: Diamond Films Brasil
Divulgação: Diamond Films Brasil

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