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Liga da Justiça de Zack Snyder

Por: Pietro Tenorio

Olá Olá dcnautas e Snydernáuticos da central! Finalmente o momento que vocês tanto esperavam finalmente chegou! O tão aguardado Snyder Cut de Liga da Justiça finalmente está entre nós. A minissérie/filme mostra a verdadeira versão pedida pelos fãs, que detestaram a versão de Josh Whedon.

Depois da morte do Superman (Henry Carvill) pelas mãos do Apocalípse, o mundo inteiro chora a perda do deus. Sem o seu protetor, a terra entra na mira de Darkside e de seu exército, que estão em busca das lendárias caixas maternas. Pressentindo a ameaça iminente, Bruce Wayne/Batman (Ben Affleck) resolve formar uma equipe de meta humanos, dispostos a parar o plano do grande ser intergaláctico. Para isso, ele terá que junto com a Diana Prince/Mulher-Maravilha (Gal Gadot), unir Barry Allen/The Flash (Erza Miller), Arthur Fleck/Aquamen (Jason Mamoa) e o Ciborgue (Ray Fischer), para ressuscitar o homem de aço e formar A LIGA DA JUSTIÇA.

Por causa do longo tempo de duração, das várias aparições e da conferida na versão do Whedon, o longa foi visto durante o fim de semana e agora será criticado.

Ben Affleck como Batman em mais um sonho distante/Divulgação: Warner Bros.

Quando se pensa na versão do diretor de qualquer filme, seja ele de herói ou não, a primeira coisa que vem a mente é, o seu olhar sobre a história. Se pegarmos por exemplo, a história de Nos Tempos do Imperador e colocarmos para comandada pelo Walcyr Carrasco no horário das 19:00 ou até mesmo ás 21:00, a história seria tratada com otimismo, com milhares de personagens cômicos e marcantes e teria uma paleta mais clara na fotografia, que deixaria a trama com uma cara muito mais solar. Agora, se fosse para as mãos de Manuela Dias, aí a história teria um tom mais sério e pé no chão e a fotografia adotaria um tom mais frio e focado na realidade, do mesmo jeito que era em Xica da Silva. É justamente isso que acontece com a história da versão cinematográfica de Liga da Justiça, ela passou da mão de um diretor para outro em 2017 e quatro anos depois, o estúdio decidiu dar uma nova chance ao diretor que comandaria a história.

A história dessa versão é a mesma de 2017, só que agora mais detalhada e amarrada. E, assim como ele começou em Batman vs Superman, a visão do Snyder em que super-heróis são na verdade deuses, é mais aprofundada nas primeiras duas horas e ainda mostra muita coisa que a versão de Joss Whedon cortou. Uma das cenas mais bonitas é sem dúvida, a batalha durante a primeira vinda de Darkside a terra, que inclusive contou com a aparição de um certo Lanterna, mas que infelizmente não é humano. Confesso que o filme/minissérie, poderia ter uma ou meia hora a menos, o que ajudaria a história a ter um rítimo melhor. Outro ponto ruim que o Snyder Cut tem além de mutios momentos melodramáticos envolvendo o núcleo Superman, é a aparição de um personagem super conhecido das pessoas, que foi introduzido em duas horas, uma ruim e uma boa, que é o Caçador de Marte.

Para quem não conhece, o personagem é um ser alienígena transmorfo, que pode assumir várias formas. Ele já tinha sido adaptado para as telinhas na série de TV da SuperGirl e agora nesse filme, ele deveria ter ficado só no finalzinho que aí, o hype para uma impossível continuação seria aumentado. E o segundo momento, foi a pouca participação do grande vilão, que deveria ter muito mais do que só quatro momentos e dois pequenos diálogos.

Todo mundo pronto pro combate/Divulgação: Warner Bros.

Como esse é um filme de equipe, cada herói tem que mostrar um pouco de sí, e pelo que dá pra ver, os únicos que tem maior tempo de tela mesmo, são o Flash e o Ciborgue, quer dizer, mais o robocop da DC, do que o velocista escarlate. Os dois heróis tem sim histórias muito boas, mas acredito que, como o povo já sabe da história do Barry Allen através de uma série de TV, o diretor deu mais prioridade a um dos membros que nunca terá o seu lugar nas telas e isso nos revelou um talentosíssimo ator que é o Ray Fischer. O único momento em que ele peca, é no drama e bem na hora do sacrifício do pai.

Outro ponto que com certeza poderia ser melhor explorado nas duas sequencias, é o possível romance entre a Diana e o Arthur Fleck que infelizmente, foi abandonado alí mesmo, visto que já era certo de que não terá outras sequencias. Na internet ficam ponderando se a Liga da Justiça do Zack Snyder é uma obra prima ou uma bomba. Para mim, é um bom filme que dá um contexto melhor para a história que nos foi mal contada em 2017, tem um rítimo diferente do polêmico Batman vs. Superman: A Origem da Justiça e nos mostra um outro lado de Zack Snyder, que como bem disse, é uma bela redenção do diretor com os personagens.

NOTA: 9,0

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