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Central Critica Jerry, The Ginger Eater – O primeiro filme de Connor Storrie proibido para quem tem claustrofobia e fotosensibilidade

A Vida é interessante em muitos aspectos, principalmente quando você é um ator em inicio de carreira e que também quer iniciar uma trajetória como cineasta. Agora, imagine que de repente, sua vida muda por causa de uma série, você se torna o novo queridinho do mundo e aí, você enxerga uma janela para iniciar sua carreira de cineasta. Pois foi exatamente isso que o ator, roteirista e diretor Connor Storrie fez.

Nesta segunda-feira, dia 13 de Abril de 2026, Connor lançou na internet, mas precisamente em seu canal no Youtube, o seu primeiro projeto cinematográfico como roteirista e diretor, o curta-metragem Jerry, The Ginger Eater (Ou Jerry, o Comedor de Ruivas)de aproximadamente 15 minutos. O curta acompanha Jerry, um homem que gosta de comer, no sentido literal da palavra, mulheres ruivas. Quando o seu próximo alvo é uma cafetina, ele faz amizade com uma garota de programa que é agenciada por essa cafetina, para poder assim concretizar o seu plano.

Divulgação: Sin Monger Pictures/Connor Storrie

Logo de inicio, Jerry, The Ginger Eater já mostra a que veio, disposto a chocar e a incomodar a sua audiência. Com uma pegada semelhante a Suspiria do Dário Argento, Storrie começa o curta com uma fotografia bem amarelada e quente, o que passa a sensação de sujeira, tal qual o carro do protagonista e que se estende ao longo de todo o curta. Outra coisa que pude notar, é que a paleta de cores adotada na fotografia, também pode ser lido como uma critica ao cinema de Hollywood, que sempre lê o continente latino como algo quente e muito calorento. Além disso, toda a projeção utiliza-se de uma granulação que remete bastante ao Picturevision, o que passa a sensação de ser um filme dos anos 80.

Some isso ao método de filmagem de Connor Storrie, que usa muito de closes e movimentos rápidos com a câmera na mão, para trazer o dinamismo nas cenas de diálogos entre o Jerry e a garota de programa. Agora, como eu disse no titulo da critica, esse é um curta proibido para quem tem claustrofobia e fotosenssibilidade. E pra quem sofre do medo de lugares fechados, esse é um filme que ele vai causar um desconforto em quem tem esse medo. Já para quem tem problemas com luzes piscando muito rápido, esse é outro ponto que Jerry, The Ginger Eater agarra com vontade. Tanto é que até eu, vendo o filme na sala da Central, com um ambiente totalmente imersivo, quase adquiri a fotosensibilidade com a seqüência em preto e branco que acontece mais pro final, que inclusive, tem uma sequencia que mergulha fundo na origem do cinema, ao trazer uma cena cortada em vários takes, o que me conquistou no curta todo.

Divulgação: Sin Monger Pictures/Connor Storrie

Agora, quanto ao roteiro, o Connor simplesmente trouxe uma simples piração que ele teve de um canibal obcecado em pessoas ruivas e decidiu trazer isso para tela com um protagonista exagerado na atuação do Gabe Kesseler. Já a amizade que ele faz com a garota de programa feita pela Bailey Tait, é feita de uma forma meio estranha, afinal tem um canibal que devora garotas ruivas que precisa da sua ajuda e que no final, quando tem a despedida dos dois, você não consegue crer que ela desenvolveu um forte vinculo com o Jerry e que ela seguirá os mesmos passos que ele.

No geral, Jerry, The Ginger Eater é um projeto onde o Connor Storrie mostrou que ele tem talento e expertise também na direção, mas que talvez com mais aprimoramento e aprofundamento, ele consiga evoluir na carreira de diretor e roteirista, assim como ele se preparou e evoluiu na carreira de ator.

NOTA

Divulgação: Connor Storrie
Divulgação: Sin Monger Pictures/Connor Storrie

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