O jornal britânico The Sun, hoje é um dos jornais mais bem consolidados de Londres. Mas, como foi que ele chegou aonde está hoje? É sobre isso que o filme Ink, do premiado cineasta Danny Boyle (Quem Quer Ser um Milionário) fala. O longa fez a sua estreia no Festival de Veneza e logo depois no Festival do Rio 2026, como um dos filmes mais bem avaliados pelo festival italiano.
Estrelado por Jack O´Connel (Pecadores), o filme acompanha o jornalista Larry Lamb, que junto com o empresário Robert Langfort (Guy Pearce), compram o falido jornal tabloide The Sun, com a missão de transformá-lo em um jornal de grande patamar.

Assim como a velocidade com que circula a notícia, é assim como acontece o roteiro e o ritmo de Ink. James Graham traz um recorte preciso do The Sun que se desenrola entre o fim dos anos 70 e o inicio dos anos 80 e mostra como o jornal usou e abusou do sensacionalismo para conseguir ultrapassar o Daily Mirror como o jornal mais bem lido do país e tudo isso por causa de uma mera vingança por ter sido demitido. Pelo menos, é isso que o roteiro quer que o publico pense. Mas, outros fatores também auxiliam para que Ink seja um filme super agitado, que muita gente pode associar com O Lobo de Wall Street e um ar de os Bons Companheiros do Scorcesse.
A direção do Danny Boyle vem aqui como um deleite, que além de fazer uma abertura que bebe da fonte de The Office, se utiliza da câmera para trazer confusão (Ângulo Holandês), agitação (Grande Angular) e expressionismo (Zoom e Close Up), que são os fatores utilizados pelo jornalismo sensacionalista. Fora que, a iluminação de alto contraste que ele usa nas cenas, transmite a sensação de sujeira e imundice que deveria ser a redação do The Sun naquela época. Além disso, a direção também traz um estilo mais lúdico para ilustrar algumas situações bem bizarras, para fazer o telespectador embarcar na onda do sensacionalismo.

Sobre o elenco, mas especificamente sobre o trio Jack O´Connel, Clarie Foy e Guy Pearce, podemos dizer com muita folga que o Guy Pearce está mais solto aqui como o Robert Longhford, enquanto o Jack O´Connel, mostra um Larry mais obstinado em conseguir o que quer e que não tem medo de arriscar nem um pouco. Mesmo que isso lhe traga sérias consequencias. Já a Clarie Foy, não senti muito vindo dela, tendo em vista que ela fez um filme mágico até pouco tempo com o Andrew Garfield, onde ela fez até melhor.
Fato é, Ink é um filme que vai chegar sim na temporada de premiações em algumas categorias pela sua originalidade e que o sensacionalismo, é um gênero jornalístico que veio pra ficar, independente do formato.
NOTA:


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