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Central Critica Dia D: Spielberg volta a falar de alienígenas da maneira mais pura detodas as galáxias


Quando falamos de alienígenas e Steven Spielberg, praticamente temos um lindo casamento desse icônico cineasta com um tema que ele venera. Isso porque, Spielberg sempre adorou falar sobre a existência dos ETs e como eles podem nos ajudar a evoluir. E ele fez muito bem isso em quatro filmes: Contatos Imediatos de Terceiro Grau, ET: O Extraterrestre, Guerra dos Mundos e Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. E agora, depois de anos produzindo obras de outros diretores e grandes franquias como Transformers, Spielberg retorna ao tema com Dia D, filme que fala sobre teorias da conspiração sobre a existência de alienígenas entre os seres humanos e como a humanidade reagirá a esse tema.

Protagonizado por Emily Blunt e Josh O´Connor, o filme acompanha Margarett, uma jornalista que descobre ter habilidades sobre humanas que são ativadas depois que ela recebe a visita de um pássaro no café da manhã, até que ela cruza o seu caminho com o de Daniel, um homem que também tem habilidades sobre humanas e que
está sendo caçado por uma empresa privada do governo, por ter roubado informações secretas que foram escondidas da população há mais de 70 anos e que podem mudar o destino da raça humana.

Se tem uma coisa que sempre fascina o mundo do cinema e qualquer pessoa, seja ela cinéfila ou não, é apenas o fato de ver um filme do Spielberg falando sobre alienígenas, sobre dinossauros ou até mesmo a luta de um cavalo para achar o seu dono. E aqui em Dia D, o cineasta se sente bastante confortável ao contar uma história que é basicamente, um encerramento do que foi abordado em Contatos Imediatos, que falava sobre o primeiro
contato dos humanos com os aliens, e em ET, onde a visita de um ser de outro mundo, consertou a relação de uma família despedaçada. Além do mais, em Dia D, Spielberg conta mais uma vez com os seus parças, o roteirista David Koepp, que fez os roteiros dos dois primeiros Jurassic Park e o compositor John Williams, que fez todos os grandes hits que marcaram as obras do diretor.e de seu outro grande amigo George Lucas.

Mas o foco aqui não sobre Star Wars e sim sobre essa nova aventura, que chega num momento onde o mundo está muito dividido por causa de ideais políticos e religiosos e isso está estampado no filme. O que o roteiro do Koepp, com base no argumento do Spielberg quer passar através dos aliens, é que a população tem que ser mais empática uns com os outros e isso está representado através do Daniel e da Margareth, que foram as primeiras
dentre as inúmeras crianças no mundo, a serem abduzidas pelos ET´s, que passaram conhecimento em números para o Daniel) e compreenção, linguagem multipla e empatia humana para a Margareth, sintetizando um pouco da verdadeira missão deles em nosso planeta, manter a raça humana unida e em paz. O telespectador também pode seguir pela interpretação religiosa também, ao ver que os aliens são como se fosse deus e ele fez ressurgir Jesus Cristo através de duas pessoas que receberam seus dons e sua humanidade.

Sobre a direção do Spielberg, não faltam palavras para demonstrar como um homem de 79 anos, dirige com um vigor de 20 e foge completamente dos padrões que muitos estúdios e cineastas adotaram nos últimos anos, que são vários cortes e pouca construção de sentido na narrativa, o que significa, não deixar o publico se conectar lentamente com a história e o ritimo dela, que é uma coisa que por exemplo, Dennis Villenueve faz muito bem, seja em A Chegada, Blade Runner 2049 ou nos dois filmes de Duna. Ou como também o Tarantino, que usa vários jogos de câmera para deixar a trama mais agitada. Já no caso do Spielberg, ele faz uma coisa muito interessante, que são a construção de falsos planos sequencia para construir o ritmo de urgência que ele traz em Dia D que é o suspense, coisa que ele já fez até melhor em Jurassic Park.

Além disso, Spielberg também coloca um toque de fascínio pela aventura e o desenvolvimento das relações humanas entre os personagens, que é um toque que ele sempre traz em seus filmes como forma de trazer um respiro entre belíssimas sequencias de ação. E tudo isso, amarrado e contemplado pela trilha do John Williams, que faz um poppu-ritt de tudo que ele fez ao longo de 60 anos de parceria com o Spielberg. Então tem um pouco de Jurassic Park, misturando com a trilha de ET, Jogador Número Um e O Resgate do Soldado Ryan. Fora o visual do ET´s, que resgata bastante a estética de Contatos Imediatos e que depois virou referência até para marca de roupas quando se toca no assunto de vida fora da Terra.

Divulgação: Universal Pictures

Sobre o elenco, quem foi escalado para esses papeis, com certeza se consolidou de vez na carreira por realizar um sonho. A Emily Blunt, que depois de ter feito Um Lugar Silencioso, passou a gostar mais do oficio de atriz, mais uma vez está super a vontade na pele da Margareth, executando sua habilidade poliglota e chegando até a dispensar o uso de IA ao fazer a voz alienígena, mesmo que embora, o tempo de tela dela seja um pouco menor que o do Josh O´Connor, que se destaca um pouco mais no protagonismo, justamente por ser ele quem o publico começa a acompanhar assim que o filme começa. Mas, o ator também consegue trazer um pouco de doçura e humor no Daniel, que o coloca no mesmo patamar que a Margareth. Outro que também se destaca é o Colin Firth, que aqui, faz um vilão extremamente calculista e caricato, como quase todos os vilões do Spielberg e
ainda adota uma skin bem Santiago Ferette da novela Três Graças. Inclusive, uma das melhores sequencias dele no filme, é a conversa por telepatia que ele tem com a personagem da estreante Eve Hewson, que se destaca de uma maneira, que embora ela seja uma personagem que pode ser deixada de lado, assim como foi com o personagem do Wyatt Russel, na hora em que ela tem a câmera só pra ela, ela brilha. Já sobre o Colman Domingo, ele consegue se distinguir muito bem do pai do Michael Jackson, embora ele só tenha mais agregação a trama mais para o final da história, servindo até alguns momentos Mestre dos Magos nas ligações que o personagem dele tem com o Daniel.

Dia D é um espetáculo a altura de seu idealizador e reforça que o único jeito de acabarmos com a guerra e a morte, é pararmos para ter apenas empatia pelo outro, deixar as diferenças de lado e se unir em prol não só da troca de conhecimento, mas também de um bem maior, a existência da raça humana. Função essa que a Fifa faz através da Copa do Mundo de 4 em 4 anos.

NÍVEL DE PROJEÇÃO:

Divulgação: Universal Pictures Brasil
Divulgação: Universal Pictures

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