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Central Critica Capitão América 4: Admirável Mundo Novo – Mesmo com tantos problemas, a Marvel retorna para suas raízes

Depois de muitos dias de espera, 2025 finalmente começou para a Marvel Studios! Com três filmes programados para este ano, a casa das idéias começa a sua deixa com Capitão América: Admirável Mundo Novo, filme que continua os eventos de Falcão e o Soldado Invernal.

No filme, Sam Wilson (Anthony Mackie) está lidando com as responsabilidades após ter assumido o manto do Capitão América e isso inclui o presidente dos Estados Unidos, que agora é o Tadeus Ross (Harrison Ford), que quer que Sam trabalhe para ele. Mas, quando uma conspiração acontece dentro da Casa Branca e prejudica um amigo próximo, Sam vai ter que se virar sozinho para descobrir quem está por trás de tudo.

Divulgação: Marvel Studios

Falcão e o Soldado Invernal foi uma série incrível que debateu o racismo de forma tão delicada, que quando o Sam Wilson decidiu assumir o manto, foi um sinal de representatividade muito grande para todos, já que agora, o Universo da Marvel tem dois personagens negros em posição de liderança. E logo de cara, eu posso dizer que Admirável Mundo Novo é uma história razoável e bastante agradável. Isso porque, o filme é basicamente a revistinha do mês que você compra na banca de jornais e folheia numa tarde ensolarada com seu sanduíche e seu todyinho. O roteiro aproveita coisas que a Marvel deixou largada no passado e faz elas terem algum sentido aqui, tornando o filme uma sequencia de O Incrível Hulk (2008).

Divulgação: Marvel Studios

Sobre a direção do Julius Onah, ele entrega um trabalho mais ou menos. Os ângulos que ele escolhe são muito padronizados e as relações familiares, que são o ponto dramático de Admirável Mundo Novo, não correspondem. Fora que, as milhares de refilmagens que foram feitas depois das greves que paralizaram a produção, deixaram o filme um pouco sem sentido e com um ar de que foi feito logo, apenas para acabar a produção e lança-la para os leões. Outro ponto que incomoda bastante é a edição do filme, que gosta de fazer profundos encerramentos de cena, quase como se fosse uma esquete e os efeitos visuais, hora são bons, hora são ruins. O que me lembrou de Homem de Ferro 2.

Divulgação: Marvel Studios

O elenco manda bem, mas nada que você diga, UAL! De todos, quem mais convencem são o Anthony Mackie e o Harrison Ford, que assimiu o papel que era do William Hurt com orgulho e entrega um Ross que quer muito uma segunda chance, só que ao mesmo tempo, ele se mostra uma pessoa que não quer largar dos erros do passado. O Tim Blake Nelson entrega um bom vilão, mas com um aproveitamento fraco. Faltou mais do Samuel Sterns durante as 2 horas de filme e tem momentos em que ele atua como o Hipnotizador de Os Incríveis 2. Agora, sobre aquele protótipo de Viúva Negra, pra mim, ela e aquela sessão de terapia com Bucky Barns, são a pior coisa do filme.

No fim, Capitão América: Admirável Mundo Novo entrega um filme da Marvel que parece que está começando agora e que mesmo com apenas uma cena pós créditos, Kevin Feige está mostrando que ele está tentando voltar a bela forma. Quem sabe em Thunderbolts ou em Quarteto Fantástico isso não acontece?

NOTA: 8,0

Divulgação: Marvel Studios
Divulgação: Marvel Studios

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