Central do Entretenimento

Central Celebra Cine PE 2024: Com tema voltado para o som, festival traz inclusão, denuncias e reflexão perto de completar 30 edições

Depois de seis dias de muita emoção, risada e filmes, chegou ao fim a 28ª edição do Cine PE 2024. E agora, chegou a hora da Central do Entretenimento, falar um pouco do que foi a edição deste ano, os temas abordados e claro, trazer para vocês, os filmes que foram os vencedores da Calunga de Prata, o símbolo master do festival.

Divulgação: Felipe Souto Maior

Um dos grandes pontos que tivemos neste ano do festival, foi a inclusão. Alguns dos filmes abordados neste ano, trouxeram histórias de vida, sejam elas reais ou ficcionais, mas que mostraram a realidade de diferentes formas. O primeiro deles, foi Memórias de um Esclerosado, que contava a rotina do quadrinista Rafael Corrêa, que sofre de esclerose múltipla. Enquanto isso, o longa vai revisitando memórias do Rafa, mostrando de maneira bem humorada e consciente para o telespectador, desde a vida normal que levava, até o dia em que descobriu que tinha a doença e tudo o que passou depois disso.

E um dos momentos mais marcantes da participação do filme, não foram nem os 4 trofeus que ele levou do festival e sim, uma pequena demonstração do maior desafio que um cadeirante tem que sofrer no Brasil, que é a falta de acessibilidade. Tanto na hora de apresentar, quanto na hora de receber os prêmios, Rafa não pode subir ao palco por não ter uma rampa de acesso para cadeirante.

Divulgação: Felipe Souto Maior

Já os curtas Zagero e Nova Aurora e o longa Invisivel, mostraram com delicadeza e originalidade, a vida normal que um PCD pode levar, os sonhos de uma pessoa surda e a história de amor de uma mulher cega e com a síndrome de Ushler e um homem com baixa visão e surdo. Eles levaram a melhor na premiação com o troféu principal da noite e mostraram que a arte ainda tem forças para mostrar histórias poderosas para contar e mexer com a sociedade. Além disso, ainda deu uma força para o Rio Grande do Sul, já que dois filmes, vieram de lá.

Divulgação: Felipe Souto Maior
Divulgação: Felipe Souto Maior

Outra coisa que impactou neste ano, foi a quantidade de publico no dia de abertura, que teve a exibição de Grande Sertão, filme que por coincidência, estreava no mesmo dia em todo o Brasil. Resumindo, foi uma grandiosa estreia e com a presença de todo o elenco e do diretor Guel Arraes.

IMAGEM ELENCO GRANDE SERTÃO

Depois de tudo isso, a 28ª edição do Cine PE 2024, serviu para debater não sobre o que foi citado acima, mas também, falar sobre cinema e sobre criatividade, que é uma coisa que precisa voltar. Sorte a nossa que o cinema brasileiro está cheio de criatividade.

E agora, vamos para os grandes felizardos, os vencedores da Calunga de Prata. Dentre os vencedores, quem saiu com mais estatuetas, foi o curta pernambucano Hoje, Eu Só Volto Amanhã, que levou 6 calungas e ainda foi o vencedor do Prêmio Canal Brasil, que premia os melhores curtas do Brasil com uma exibição na grade do canal e 15 mil reais!

Vamos aos vencedores!

Prêmio Canal Brasil

Hoje, Eu Só Volto Amanhã – Dir. Diego Lacerda, Luan Hilton, Chia Beloto, Marilia Cantuária, Juliette Perrey, Marcelo Vaz, Yuri Shmakov, Raul Souza, Gio Guimarães, Gabriel de Moura e Rubens Caetano.

Prêmio ABRACCINE

Melhor Curta Nacional: Zagêro – Dir. Victor di Marco e Márcio Picoli

Melhor Longa-Metragem: Invisível (RJ) – Dir. Carolina Vilela e Rodrigo Hinrichsen

Curtas-Metragens Pernambucanos

Melhor Filme: Das Águas – Dir. Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo

Melhor Filme pelo Juri Popular: Naufrago – Dir. Vitória Vasconcellos (37%)

Melhor Ator: Guilherme Alves – Mãe

Melhor Atriz: Mariana Castelo – Emocionado

Melhor Direção: Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo – Naufrago

Melhor Roteiro: Pedro Melo – Emocionado

Melhor Fotografia: Adalberto Oliveira – Das Águas

Melhor Montagem: Douglas Henrique – Emocionado

Melhor Edição de Som: Romero Coelho – Moagem

Melhor Direção de Arte: Letícia Rodrigues – Mãe

Melhor Trilha Sonora: Marolas Crew e todo o conjunto da Obra – Das Águas

Curtas-Metragens Brasileiros

Melhor Filme: Hoje, Eu Só Volto Amanhã – Dir. Diego Lacerda, Luan Hilton, Chia Beloto, Marilia Cantuária, Juliette Perrey, Marcelo Vaz, Yuri Shmakov, Raul Souza, Gio Guimarães, Gabriel de Moura e Rubens Caetano (PE)

Melhor Filme pelo Juri Popular: Hoje, Eu Só Volto Amanhã – Dir. Diego Lacerda, Luan Hilton, Chia Beloto, Marilia Cantuária, Juliette Perrey, Marcelo Vaz, Yuri Shmakov, Raul Souza, Gio Guimarães, Gabriel de Moura e Rubens Caetano (PE)

Melhor Ator: Victor Di Marco – Zagêro (RS)

Melhor Atriz: Juliana Araújo – Jogo de Classe (SP)

Melhor Direção: As Crianças e Adolescentes da Comunidade de Macambira – Flores de Macambira (ES)

Melhor Roteiro: Diego Lacerda – Hoje Eu Só Volto Amanhã (PE)

Melhor Fotografia: Ma Villa Real – Zagêro (RS)

Melhor Montagem: Vinicius Lima e Rafael Souto – Resistência (RO)

Melhor Edição de Som: Nicolau Domingues e Rafael Travessos (PE)

Melhor Direção de Arte: Diego Lacerda, Luan Hilton, Chia Beloto, Marilia Cantuária, Juliette Perrey, Marcelo Vaz, Yuri Shmakov, Raul Souza, Gio Guimarães, Gabriel de Moura e Rubens Caetano – Hoje, Eu Só Volto Amanhã (PE)

Melhor Trilha Sonora: Vovô Romário – Flores de Macambira (ES)

Longas-Metragens Brasileiros

Melhor Filme: Memórias de um Esclerosado – Dir. Thais Fernandes, Rafael Corrêa e Ma Villa Real (RS)

Melhor Filme pelo Juri Popular: Memórias de um Esclerosado – Dir. Thais Fernandes, Rafael Corrêa e Ma Villa Real (RS) – 67%

Melhor Ator: Alexandre Guimarães – No Caminho, Encontrei o Vento (PE)

Melhor Atriz: Marcia de Oliveira – Cordel do Amor sem Fim (SP)

Melhor Ator Coadjuvante: Rafael Corrêa – Memórias de um Esclerosado (RS)

Melhor Atriz Coadjuvante: Helena Ranaldi e Patricia Gasppar – Cordel do Amor sem Fim (SP)

Melhor Direção: Carolina Vilela e Rodrigo Hinrichsen – Invisível (RJ)

Melhor Roteiro: Thais Fernandes, Rafael Corrêa e Ma Villa Real – Memórias de um Esclerosado (RS)

Melhor Fotografia: Luciana Baseggio e Mari Moraga – Geografia Afetiva (SP)

Melhor Montagem: Rodrigo Séllos e Fernando Nicolletti – Invisível (RJ)

Melhor Edição de Som: Rosana Stefanoni – Geografia Afetiva (SP)

Melhor Direção de Arte: André Cortez – Cordel do Amor sem Fim (SP)

Melhor Trilha Sonora: André Paz – Memórias de um Esclerosado (RS) Ano que vem, tem mais Cine PE!

Deixem seus comentários aqui embaixo com a #CentralnoCinePE e acompanhem a Central do Entretenimento no Youtube e nas redes sociais.

Compartilhe:

CENTRAL DO ENTRETENDIMENTO

Postagens Relacionadas