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Aos 80 anos, George Lucas dá mega entrevista e fala sobre diversidade em Star Wars

O grande cineasta e criador do universo de Star Wars e da Lucasfilm, George Lucas, veio a publico numa mega entrevista que ele concedeu a Variety, onde ele falou de vários assuntos, incluindo aposentadoria, que a gente vai chegar já já.

Primeiramente, ele falou sobre a falta de diversidade racial no universo em que criou, tendo em vista que nós só tivemos apenas dois personagens negros de grande destaque na franquia: o Mace Windu (Samuel L. Jackson) de A Ameaça Fantasma, o Lando (Billy Dee Williams), de e o Finn (John Boyega), da nova trilogia, que só teve um grande destaque em O Despertar da Força.

Eles diziam: ‘São todos homens brancos’. A maioria das pessoas são alienígenas! A ideia é que você deve aceitar as pessoas como elas são, seja elas grandes e peludas ou verdes ou qualquer coisa. A ideia é que todas as pessoas são iguais.No primeiro filme, havia alguns tunisianos que eram negros, e no segundo eu tinha Billy Williams, e nos [prequels], que também estavam criticando, eu tinha Sam Jackson. Ele não era um canalha como Lando. Ele era um dos melhores jedi.

Além disso, George Lucas mencionou a grande discriminação que os robôs de Star Wars sofrem.

Aquilo era uma forma de dizer, sabe, as pessoas sempre estão discriminando algo e mais cedo ou mais tarde, isso é o que vai acontecer. Quero dizer, já estamos começando com a IA, dizendo: ‘Bem, não podemos confiar nesses robôs.’

Por fim, Lucas encerrou o assunto diversidade, ao ressaltar a importância das mulheres no seu universo galáctico e como o preconceito da indústria contra as mulheres no protagonismo, prejudicou e muito quando se olha para o passado de Star Wars.

Quem você acha que são os heróis nessas histórias? O que você acha que a Princesa Leia era? Ela é a líder da rebelião. Ela é quem está levando esse jovem que não sabe de nada e esse cara cheio de si, que não pode fazer nada, e tentando salvar a rebelião com esses palhaços… E é a mesma coisa com a Rainha Amidala. Você não pode simplesmente colocar uma mulher de calças e esperar que ela seja uma heroína. Elas podem usar vestidos, podem usar o que quiserem. É o cérebro delas e a capacidade de pensar e planejar e ser logística. Isso é o que faz um herói.

E vocês, concordam com o criador de Star Wars sobre esse passado meio nebuloso e que ainda assombra nos dias de hoje?

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