A Marvel está passando por uma reformulação na história da Saga do Multiverso depois da pandemia e do escândalo envolvendo o Jonathan Majors. E recentemente, tivemos aí Admirável Mundo Novo, que dividiu opiniões e fez muita gente continuar sem acreditar na casa das idéias. Até que enfim surgiu, os Thunderbolts*, uma equipe de vilões, que só querem apenas encontrar um sentido para suas vidas.
O longa acompanha Yelena Belova/Viúva Negra (Florence Pugh), que até então, trabalha realizando missões pelo mundo, a mando de Valentina Alegra de Fountaine (Julia Louis-Dreyfus) e ainda não se encontrou desde que voltou do blip. Quando ela é mandada para uma ultima missão suicida e descobre que outros também foram para o mesmo destino, Yelena une forças para sobreviver e achar um jeito de parar Valentina e também, um rumo para sua vida.

Como vocês puderam ver, parece ser uma história igualzinha a de O Esquadrão Suicida. Mas isso fica só na primeira impressão. Pois Thunderbolts* já quebra todas as barreiras ao se mostrar ser bem mais do que isso. Embora o filme tenha alguns elementos que lembrem o filme do Esquadrão da DC, ele tem a sua própria essência. Afinal, aqui nós temos pessoas que já se arrependeram dos seus crimes e só querem apenas encontrar um rumo melhor para suas vidas. E justamente, quando a Marvel está a procura de um rumo melhor pra si mesma, ela acabou fazendo um dos melhores filmes de todo o MCTU e olha que eu tenho a minha lista de favoritos desse universo. Afinal de contas, como já diria a Glinda, as pessoas nascem más? Ou a maldade é lançada sobre elas? E Thunderbolts* faz justamente isso, explora o interior dos seus personagens para mostrar o porque deles já terem se tornado pessoas ruins e o valor da segunda chance quando a pessoa realmente quer se encontrar, tornado o filme praticamente uma sessão de terapia de 2h10min.

E o roteiro, não contente em conseguir trabalhar todos os seus personagens, dando tempo de tela para cada deles brilhar, ele ainda consegue encaixar o humor da formula Marvel, que horas funciona e horas não, como também entrega um dos melhores personagens, que se junta ao hall de Melhores Personagens da Marvel Studios e que é o espelho da sociedade atual, o Bob/Sentinela/Vácuo (Lewis Pullman), um homem comum que tem o seu lado bom e o lado ruim e que ao mesmo tempo é engraçado e entrega química com a Florence Pugh, que entrega mais uma personagem forte e cheia de camadas. Já o alívio cômico, fica por conta do Guardião Vermelho (David Harbour), que está se divertindo horrores, ao mesmo tempo em que tem as suas questões com Yelena sobre ausência paternal, do Agente Americano (Wyatt Russel), que se acha a ultima bolacha do pacote e que tem uma inteligência rara e da Julia Louis-Dreyfus, que entrega uma personagem odiavelmente amável e com ótimas tiradas, o que já é uma marca da atriz que veio da série de sucesso, VEEP.

Por fim, as coreografias das cenas de luta são muuuuito boas, traz aquela sensação de realidade dos primeiros filmes do MCTU, fora que os efeitos visuais do Vácuo estão perfeitos. Uma renovação para a Marvel em tempos de crise.
Thunderbolts* é um filme que surpreende todo mundo com uma grande sessão de terapia, que fala sobre a compreensão humana e a depressão e que chega a emocionar! Uma coisa que nunca aconteceu comigo em todos esses anos de MCTU.



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