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Central Critica no Cine PE – O Medo e as conseqüências que ele traz, é o marca o segundo dia de exibições

Como já diria o personagem Abel Zebu (Tony Ramos) no seriado de comédia Vade Retro da Globitcho, O medo, é o único sentimento, realmente, universal. E justamente por ser universal, é que ele acaba trazendo conseqüências qualquer que seja o tema que ele aborde. E o medo, foi o tema dos filmes exibidos no segundo dia do Cine PE 2026.

Conectado pelos curtas: Magritte, TV Entreaberta e O Véu e pelo longa-metragem Resta Um, todas as produções falaram sobre o medo e suas conseqüências, sendo elas positivas ou negativas. Começando pelos curtas, o Magritte fala sobre o medo de se expor para o outro e como isso pode gerar uma sensação de querer se libertar e conhecer pessoas. Já o TV Entreaberta, fala sobre o medo do consumismo, não só pela TV, mas também por todas as telas e que como nós temos que equilibrar o uso das telas com a nossa vida cotidiana, fato que será abordado em Toy Story 5, que chega dia 18 de junho aos cinemas brasileiros. Inclusive, o TV Entreaberta deveria ter sido o curta que fosse exibido antes das sessões dubladas, porque tem tudo haver e já iria preparar o publico para o que o filme irá abordar.

Divulgação: Imagem Filmes

O Véu, foi um dos curtas de terror mais bem elaborados nas ultimas edições do Cine PE. E não só para falar sobre o medo do preconceito e da repressão religiosa, como também como o mal possuidor acaba servindo quase como um terapeuta para esses dois filhos, que viviam sob as asas do pai dominador. Além disso, o curta faz uma boa critica social aos falsos cultos religiosos e que enganam bastante muitos fieis. Inclusive, não só essa visão proposta pelo roteiro e pela direção, mas também pela direção de fotografia, puxa bastante referencia aos filmes da A24, principalmente O Farol e A Bruxa. E claro, o jumpscare que é bem feito e lembra um pouco os primeiros filmes de Invocação do Mal do James Wan.

Por fim, Resta Um entra com força no mundo dos filmes survivor, principalmente O Sobrevivente. Mas além disso, o longa do Fernando Ceylão fala bastante sobre o poder da internet e como ela pode transformar o caráter de uma pessoa, através do medo da perda que é estabelecido no plot do casal protagonista vividos por Caco Ciocler e pela Maria Ribeiro, que conseguem entregar uma performance única, principalmente o Caco, que se inspira um pouco no Coringa do Joaquin Phoenix, que inclusive é a referencia-base do roteiro, que também puxa alguns filmes do Spielberg e um pouco de Jogos Vorazes.

Se o primeiro dia de exibições foi uma coisa amorosa e linda de se ver, o segundo dia do Cine PE 2026, trouxe um dia melhor ainda, mostrando como o medo é um grande terapeuta para superarmos os nossos problemas internos e externos.

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