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Central Critica Superman: Agora sim, uma versão do Homem de Aço que dá gosto de ver e sentir!

Começamos o maior mês de filmes de 2025 com, senão, O FILME DO ANO! Com a semana quente de viradas e de vestidos de noiva rasgados em Vale Tudo, chegou a hora de falar sobre a versão do Superman do James Gunn, que chega depois de um período turbulento com o Henry Cavill e com o Zack Snyder. Será que essa versão traz coisa nova? Ou será que é mais das outras versões?

Nesse novo filme, a cidade de Metropolis já é cuidada pelo Homem de Aço, que nas horas vagas trabalha como o jornalista Clark Kent (David Corenswet) no jornal Planeta Diário e fica combatendo o crime como Superman. Só que com o malvado Lex Luthor (Nicholas Hoult) fazendo de tudo para prejudica-lo e manchar sua reputação, o Clark/Superman precisa provar perante a Sociedade da Justiça que é um ser honesto e justo e arrumar uma forma de deter o Lex Luthor.

Divulgação: Warner Bros Pictures/DC Studios

Não é a primeira vez que vemos um Superman nos cinemas. Tivemos uma grande versão icônica, que foi a do Christopher Reeve, que durou 4 filmes, teríamos uma versão com o Nicolas Cage, que seria uma que teria dado certo, mas não aconteceu; tivemos aquela que trazia uma versão mais humanizada, meio Sessão da Tarde, que uns tipo eu, gostam, e outros que não gostam. Depois disso, tivemos duas versões do herói nas séries de TV e por fim, voltando para o cinema, tivemos uma versão depressiva com o Henry Cavill e agora, chegamos na versão do David Corenswet, que finalmente é uma versão que traz um equilíbrio ao trazer um pouco de cada um dos anteriores, mas que ao mesmo tempo, tem algo de novo na questão do uso dos poderes e na relação dele com o seu cachorro Krypto.

Divulgação: Warner Bros Pictures/DC Studios

O filme fala bastante sobre o verdadeiro significado sobre o que é ser o Superman, que é esse ser justo e honesto, que se preocupa em ajudar o próximo sem querer nada em troca e que tem humanidade, o que acaba justificando o motivo dele ter se chamado antes de Superman: O Legado. Ao mesmo tempo, o filme também fala sobre a existência dos seres Meta Humanos no universo, que é o que conecta essa obra com todas as outras que virão neste primeiro capitulo do DCU, que é Deuses e Monstros. Falando agora sobre a direção e roteiro do James Machine Gunn Kelly, essa que acaba sendo uma das grandes novidades dessa versão do Homem de Aço, pois o Gunn traz um pouco da maluquice, da farofada e da sensibilidade que ele tem debaixo daquela Cabeça Branca e coloca os personagens que antes, nós nunca imaginávamos estar, como a Lois Lane já sabendo da identidade do Clark e ajudando seu amado pilotando uma nave! Some tudo isso a uma fotografia viva e colorida, que referencia o Superman de 1978 e temos Superman (2025).

Divulgação: Warner Bros Pictures/DC Studios

E isso, é uma coisa que o Gunn já vem trazendo desde o live-action de Scooby-Doo e na franquia Guardiões da Galáxia. Já sobre a direção, o Gunn trouxe um estilo assim como o Snyder, que dos dois caminhos um: Ou todo mundo vai seguir esse estilo. Ou cada um vai trazer o seu estilo. Aquela cena do raio lazer, é uma das minhas favoritas. Outro ponto positivo do filme e que é uma característica marcante do James Gunn, é colocar um animal e dar relevância para ele na história. Confesso que o Krypto, que já tinha sido introduzido ao publico no maravilhoso Liga dos Superpets, que inclusive é referenciado no filme, traz um carisma gigantesco, que mesmo não falando, reforça a importância do que Scooby-Doo já nos trazia sobre a ligação que um animal de estimação tem na vida do homem, um prato cheio para os pais de Pets. Ah, e quero dar um excelente parabéns pela estimulação as campanhas de adoção de animais domésticos, que é algo que precisamos mais no mundo. Sobre o elenco, novamente James Gunn acerta mais uma vez e o casal, David Corenswet e Rachel Brosnahan, tem uma química excelente como Lois e Clark e a cena da entrevista dos dois, que tem no trailer mais recente, é um dos pontos altos do casal, que infelizmente não aparece muito, o que pode brochar alguns fãs. Separadamente, o David Corenswet, que até ontem era um projecionista de cinema que era assassinado por uma fazendeira maluca, entrega um Clark/Superman bem aceitável, mas que pode não ser o favorito de um ou outro. Mas pra mim, ele é o melhor de todos os Supermans que já passaram pelo cinema e me lembra muito a versão animada da Liga da Justiça dos anos 2000: com muita humanidade, seriedade, carinho e muito bom humor.

Divulgação: Warner Bros Pictures/DC Studios

Sobre o Nicholas Hoult como o Lex Luthor, posso dizer que ele poderia ser irmão da Maria de Fátima de Vale Tudo. Pois o Nicolas como Luthor, entrega um vilão carismático e ao mesmo tempo irritante, que passa aquela vibe de empresário maligno que sente inveja de tudo que o seu rival tem. Ele consegue pegar o que o Luthor do Jesse Eisenberg queria ser no universo do Batman vs Superman e lapida melhor o personagem. Sobre os outros personagens da Sociedade da Justiça, eles são bem apresentados, mas são meras participações especiais, pois o foco não são eles e sim o nosso Homem de Aço. Até tem uma história paralela correndo por trás, mas o James Gunn apenas solta as peças e deixa que o publico conecte tudo. Agora, sobre o embate de Superman com Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, creio que não teremos rivalidade entre esses dois filmes, pois ambos trazem mensagens importantes e ambos são felizes em tudo: na fotografia, na trilha sonora, nos efeitos especiais e na atuação.

Imagem: Warner Bros Pictures/DC Studios

Superman supera todas as expectativas e entrega um execelente nível de qualidade deste novo Universo DC e mostra que James Gunn está no caminho certo, se provando como o melhor cineasta dessa geração. Ansioso para os próximos capítulos desse universo e para o tapão da Solange Duprat (Alice Wegmann) na Maria de Fátima (Bella Campos) no remake de Vale Tudo.

NOTA: 9,5

Divulgação: TV Globo
Divulgação: Warner Bros Pictures Brasil
Divulgação: DC Studios
Divulgação: Warner Bros Pictures/DC Studios

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