Central do Entretenimento

Central Critica Coração de Ferro: Com história urbana, Marvel não sabe para onde ir e fica só querendo agradar os executivos

Minissérie ou série própria? História com potencial? Ou boi de piranha? Seja como for, Riri Williams, a Coração de Ferro chegou com sua história solo ao Disney Plus em 6 episódios que foram lançados com uma semana de diferença e o resultado da audiência, deixou um pouco a desejar. Mas, será que essa história é boa mesmo? Depois da temporada que passou em Wakanda, Riri (Dominique Thorne) retorna para Chicargo depois de ter sido expulsa e acaba tendo que enfrentar seus demônios pessoais. Ao mesmo tempo, ela integra a gangue do Capuz Vermelho (Anthony Ramos), um ser com poderes que quer tudo para se manter no poder.

Divulgação: Marvel Television/Disney Plus

Quando apareceu em Pantera Negra: Wakanda para Sempre, o potencial da Riri como personagem era incrível! Não foi a toa que é ela quem causa a treta entre Talokan e Wakanda. E com isso, nós ficamos ansiosos para ver o que essa personagem poderia nos apresentar. Afinal, ela pode ser a sucessora de Tony Stark no quesito armadura de ferro. E quando chegou os seis episódios, eu estava pronto para tudo, afinal, nós tínhamos também dois atores bons, que são o Anthony Ramos e o Alden Ehrenreich. Mas na verdade, Coração de Ferro tenta falar de tudo e mais um pouco e acaba não acertando em nada. Dos seis episódios, eu confesso que gosto mais do ritmo dos últimos três episódios, que tem a direção de Ângela Barnes. Mas, se tem uma coisa que os primeiros episódios da Sam Bailey conseguem trazer, é desenvolvimento de personagem, pois eles exploram os medos da Riri através dos flashbacks com a Nathalie, que inclusive é a melhor IA que a Marvel já trouxe. Agora quando parte para a direção da Ângela, essa profundidade é esquecida e vira mais do mesmo da Marvel.

Divulgação: Marvel Television/Disney Plus

Um outro ponto que é positivo e negativo ao mesmo tempo, é os arcos dos personagens que o roteiro quer desenvolver, pois tudo tem que ser uniforme e em Coração de Ferro, apenas a Riri e sua IA tem crise de identidade, só que o roteiro, demonstra claramente que ele quer desenvolver melhor a Nathalie e menos a Riri. Melhor, ele pinta a protagonista como uma pessoa dúbia, que só faz aquilo que sabe que vai beneficiar ela e aqueles que ela ama e isso, desde Wakanda para Sempre. Outro que também tem um arco melhor desenvolvido, sendo escalado praticamente ao posto de protagonista, é o Parker (Anthony Ramos), que depois de ter sido abandonado por seu pai, cresceu nas ruas com o apoio do Jonh (Manny Montana) e seguiu ambicionando ser mais rico que seu progenitor. Só que essa ambição, fez ele se perder ainda mais. Tanto é, que a relação do Parker com o Capuz, é uma bela analogia que a Marvel fez com a dependência química e alcoólica, fora a equipe do Parker, que é a mais diversa que eu já ví. Agora, o maior ponto negativo da série até aqui, é o Ezekiel Stane (Alden Ehrenreich), que só serve apenas para auxiliar a Riri no upgrade temporário de seu traje e depois fica sem função até o final da trama. Um completo desperdício.

Divulgação: Marvel Television/Disney Plus

Coração de Ferro no fim das contas só serviu como um belo boi de piranha, onde tenta entregar várias abordagens, mas não consegue se fixar só em uma ou duas. Mas no quesito qualidade, é uma boa série, que vai engatando o seu ritmo ao longo dos 6 episódios e traz de volta os efeitos práticos de armadura da Marvel do Velho Testamento, uma coisa que gostaríamos de ver novamente no cinema.

NOTA: 8,0

Divulgação: Marvel Television/Disney Plus
Divulgação: Marvel Television/Disney Plus

E você, concorda ou discorda dessa critica? Comenta aqui embaixo e acompanhe a Central do Entretenimento também no Youtube e nas redes sociais.

Compartilhe:

CENTRAL DO ENTRETENDIMENTO

Postagens Relacionadas