Central do Entretenimento

Envenenado? Entenda as tretas que envolvem o live-action de Branca de Neve que estreia nesta quinta-feira

Estreia nesta semana, o tão aguardado live-action da Branca de Neve, que é uma celebração aos 100 anos da dona Disney. Mas, mesmo com boas avaliações e com uma expectativa em torno dessa história, que é uma das mais queridas do mundo, teve polemicas girando em torno do elenco e da produção em sí e isso se refletiu no Oscar 2025 e premiere mundial, que não teve a presença da imprensa.

Toda a polemica começou com os Sete Anões, que no começo da produção, logo quando saíram as primeiras imagens de bastidores, eles seriam pessoas normais, descritas como seres mágicos. Então logo depois, veio ator Peter Dinklage, que se manifestou numa entrevista ao podcast WTF com Marc Marcon, sobre a não contratação de atores de baixa estatura para fazerem os Sete Anões, só porque a Disney não queria se envolver em conversas sobre nanofobia.

Deem um passo para trás e olhem o que vocês estão fazendo. Não faz sentido para mim. Vocês são progressistas por um lado, mas, por outro, ainda estão contando essa história retrógrada sobre sete anões morando juntos numa caverna? O que vocês estão fazendo? Eu não fiz o bastante para avançar na causa, a partir do meu lugar? Acho que não estou fazendo barulho o suficiente.

Resultado, a casa do Mickey trocou os atores normais por anões de CGI e isso gerou ainda mais revolta, com direito a declarações de Choon Tan ao Daily Mail, onde ele criticou a Disney, por novamente não chamar pessoas de baixa estatura para fazer o filme.

Acho que a Disney está tentando ser politicamente correta demais, mas, ao fazer isso, está prejudicando nossas carreiras e oportunidades. Não há nada de errado em escalar alguém com nanismo para um papel de anão, desde que sejamos tratados de forma igual e com respeito. Estamos mais do que felizes em assumir papéis de atuação adequados para nós. Além disso, é também uma oportunidade para que crianças pequenas vejam alguém com nanismo, algo que talvez nunca tenham visto antes. Há muitos atores capazes e que adorariam interpretar esses papéis, e isso tirou uma das poucas oportunidades que temos. Não usariam CGI para um personagem alto, então por que precisam usar para anões? Eu me sinto discriminado, pois todos deveriam ter uma oportunidade igual.

Além disso, teve também a guerra entre Israel e a Palestina, que afetou as atrizes principais, Rachel Zegler e Gal Gadot, que são naturais desses países. Resumindo a treta, cada uma se posicionou a favor de seu país e isso gerou um conflito entre as duas atrizes, que não se falavam muito nas gravações e o reflexo disso se deu no Oscar 2025, que foi uma verdadeira torta de maçã recheada de climão e cheias de poses duras das duas.

Divulgação: Disney Movie Trailers

E para finalizar, ocorreu a premiere de Branca de Neve em Los Angeles neste ultimo fim de semana e ela não contou com a presença da imprensa, que não foi chamada nem para essa festa e muito menos para as famosas junkets, que são aquelas rodadas de entrevistas para divulgar o filme. E o motivo de tudo isso? Simples, a Disney queria evitar que as duas tocassem no assunto da guerra, que com certeza seria amplamente perguntado por todos os veículos. Agora, se tudo isso prejudicou o filme, felizmente não.

Na verdade, as primeiras reações a Branca de Neve foram muito positivas e quem assistiu na premiere, destacou todo o design de produção como um “banquete visual” e elogiaram o trabalho da Rachel Zegler como a protagonista.

“Rachel Zegler é uma supernova brilhante em Branca de Neve, incorporando lindamente a natureza graciosa e gentil da princesa original da Disney. O filme é um banquete visual, com números musicais deslumbrantes e, claro, dezenas de encantadores animais animados. O roteiro sabiamente dá à sua heroína uma nova profundidade, mostrando seu ardente desejo de se tornar a líder que seu pai acreditava que ela poderia ser, além de uma história de amor doce como torta de maçã

 A maior surpresa de 2025 é que o filme mais ‘conturbado’ e mais odiado do ano é, na verdade, um remake em live-action decente. Branca de Neve não é apenas um dos melhores remakes em live-action da Disney em anos, mas também um filme que recaptura a magia do clássico de 1937. Rachel Zegler. É a Branca de Neve, e ela entrega uma performance mágica. Os números musicais são inesquecíveis, os visuais (exceto pelos anões estranhos) são encantadores, e o roteiro de Erin Cressida Wilson dá profundidade a esse mundo que eu não sabia que precisava

Talvez eu me arrependa de dizer isso, mas Branca de Neve é sólido. Eu realmente gostei dos números musicais, especialmente o de abertura e o ‘bop’ maligno da Rainha. Zegler foi ótima no papel principal, e Gadot se divertiu. São realmente os anões em CGI que prejudicam o filme. A escolha é perplexa

Teve ainda a treta da escalação da Rachel para o papel principal, mas essa polemica perdeu força com o passar da produção. Mas, para dar uma breve resumida, a escalação de Zegler foi uma tentativa da Disney de modernizar a história de sua primeira princesa, que segundo a Rachel, é muito ultrapassada.

Divulgação: Disney Studios
Divulgação: Disney Studios
Divulgação: Disney Studios

Branca de Neve estreia 20 de março nos cinemas. E você, está animado para conferir como ficou essa história clássica? Comenta aqui embaixo e acompanhe a Central do Entretenimento também no Youtube e nas redes sociais.

Compartilhe:

CENTRAL DO ENTRETENDIMENTO

Postagens Relacionadas