O período da ditadura foi muito complexo e tenebroso no Brasil. E em 2019, o povo se viu novamente as margens de viver um novo período violento através da plozarização e da circulação de notícias falsas. Mas, e se essa mancha estiver dentro da sua família, como você lida com isso? Os curtas Guaracy e Vermelho Oliva, respondem essas questões, entrando fundo na vida pessoal de suas diretoras, a Eliete Della Viola (Guaracy) e Nina Tedesco (Vermelho Oliva).
Antes de mais nada, essa critica vai funcionar como um casamento: primeiro começaremos com os dois projetos juntos e depois, eles andam separados.

Uma coisa que os dois projetos tem em comum, são o olhar interno para a vida de pessoas, que tem uma ideologia diferente da sua, até muito por conta da sua educação, com a qual eles foram ensinados. E claro, que muita dessa polarização, acaba envolvendo muito a persuasão, que é o método perfeito para atrair as pessoas para aquilo que quem está produzindo, quer que seja ouvido.
O único ponto em que os dois curtas se divergem, é no formato utilizado. O Vermelho é um documentário tradicional e o Guaracy, é uma animação em stop motion. Sobre a técnica de animação, ela envolveu muitos tipos de papel e a Ester contou durante a coletiva, que eles encontrarm muitos registros e livros com muitos papeis guardados pelo avô da diretora, que foi o que motivou ela a usar no projeto, pois assim, estaria homenageando o avô além do próprio documentário.
Vermelho Oliva e Guaracy, são filmes que falam sobre política e sobre polarização familiar. Mas que deixam como recado, que o amor está acima de qualquer ideologia. E um bom exemplo disso, é a diretora do Vermelho, que ficou para ajudar o pai na sua reconstrução no Rio Grande do Sul.
NOTA GUARACY: 10,0
NOTA VERMELHO OLIVA: 8,0
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