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Central Critíca: Especial Cine PE – Alzheimer é tratado de dois pontos de vista com muito carinho por Sempre o Mesmo e A Chuva Não Me Viu Passar

Alzheimer é um tema muito sensível e marcante, que várias produções audiovisuais já abordaram, cada um a sua maneira. E no Cine PE 2024, esse tema foi tratado de um jeito diferente. Através dos dois curtas exibidos na terceira/segunda noite de exibições, o publico presente no festival, pôde ter uma visão ampla do assunto e olha de outra forma para esse tema.

Sempre o Mesmo

Pelo visto, o diretor João Folharini, gosta muito do Recife e do Cine PE. Retornando pela segunda vez ao festival, depois de vir a cidade em 2023, João traz agora, o curta Sempre o Mesmo. Com o Alzheimer como tema central, o filme conta a história de Alberto (Ton Crivello) e Sergio (Marcelo Argenta), pai e filho que não se entendem há muito tempo. Alberto luta contra o Alzheimer e tenta se reaproximar do filho antes que o pior aconteça.

Relação entre pais e filhos, é um tema que vira e mexe, sempre aparece nas telonas do cinema. E aqui, ao contrario dos outros filmes, Sempre o Mesmo trata a doença com outros olhos ao mostrar pequenas situações que são tipicas pra quem conhece ou já conviveu com uma pessoa com Alzheimer. E os dois atores, mandam  muito bem em cena. O Ton Crivello, consegue trazer empatia com o Alberto, principalmente nas cenas em que ele assiste as fitas cassete com as memórias que ele viveu.

Sempre o Mesmo abraça a relação familiar com a mesma proeza e mostra um lado bom do Alzheimer, que muitas vezes não é notado. Espero que o João retorne em 2025 com um novo curta.

NOTA: 10,0

Divulgação: Entropia Filmes

A Chuva Não Me Viu Passar

O universo da terceira idade é um lugar que muita gente desacredita. Pois, só porque a pessoa está ficando velha, todo mundo acha que ela precisa de auxilio. No curta A Chuva Não Me Viu Passar, acompanhamos a história de Célia (Brena Santana), uma senhora que vive uma vida tranquila, mas que por causa do avanço de sua idade e do Alzheimer que está lhe acometendo, ela tenta provar para seus parentes, que ainda pode fazer as coisas sem apoio.

O roteiro escrito pelo Leonardo Gatti, que também assina a direção, aborda o Alzheimer de maneira muito sutil, mostrando coisas do cenário que servem para a protagonista se orientar. Mas, a verdadeira potencia do curta A Chuva, que a central vai chama-lo assim, é mostrar que as pessoas da terceira idade, podem fazer o que quiser. Teve um curta pernambucano de Caruaru, que mostrava a rotina de um homem de 98 anos, que vive plantando para ajudar os outros. O nome do curta é Adalto, e ele passou na mostra paralela do Cine PE.

A atriz Brena Santana, é dona de um carisma sem igual. Já logo na primeira cena, ela nos cativa com o seu charme e nos faz ficar do lado dela, principalmente na sequencia com o neto e na cenas finais, onde ela celebra a sua propria autonomia e liberdade. A Chuva Não Me Viu Passar é lindo, carismático e deixa uma mensagem de esperança e acolhimento.

NOTA: 9,0

E aí, concordam ou discordam dessas criticas? Deixem seus comentários aqui embaixo com a #CentralnoCinePE e acompanhe a cobertura do festival no nosso canal do Youtube e nas redes sociais.

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