Durante seu discurso de vitória por Melhor Filme Internacional por Zona de Interesse no Oscar 2024, o diretor Jonathan Glazer acabou comparando o holocausto dos judeus durante a Segunda Guerra a guerra atual que está acontecendo entre Israel e a Palestina, que é dominada pelo grupo terrorista Ramás.
“Todas as nossas escolhas foram feitas para refletir e nos confrontar no presente, não para dizer olhem o que eles fizeram naquela época, mas sim olhem o que fazemos agora. Nosso filme mostra como a desumanização leva ao pior cenário, moldando nosso passado e presente. Neste momento, estamos aqui como pessoas que refutam que o seu judaísmo e o Holocausto sejam sequestrados por uma ocupação que levou muitas pessoas inocentes ao conflito, sejam os israelenses vítimas do 7 de outubro ou [os palestinos] do ataque em Gaza.”
O discurso do diretor acabou chegando a mesa da Fundação dos Sobreviventes do Holocausto dos Estados Unidos, que não gostou da declaração de Glazer e o condenou através de uma carta publicada nas redes sociais.
“Tenho 94 anos e sou o único membro de 105 almas em minha família a sobreviver ao Holocausto. Milagrosamente, sobrevivi a quase três anos no inferno de Auschwitz e um ano no inferno de Buchenwald. Assisti com angústia na noite de domingo quando ouvi você usar a plataforma da cerimônia do Oscar para equiparar a brutalidade maníaca do Hamas contra os israelenses inocentes com a autodefesa difícil, mas necessária, de Israel diante da barbárie contínua do Hamas. Seus comentários foram factualmente imprecisos e moralmente indefensáveis. A ‘ocupação’ da qual você fala não tem nada a ver com o Holocausto. A existência do povo judeu e o direito de viver na terra de Israel antecede o Holocausto por centenas de anos. A paisagem política e geográfica de hoje é o resultado direto de guerras iniciadas por líderes árabes do passado que se recusaram a aceitar o povo judeu como seus vizinhos em nossa pátria histórica. Agora que vários países árabes estão fazendo as pazes com Israel porque a segurança e a prosperidade são melhores para todas as pessoas, o Irã e seus procuradores terroristas começaram outra guerra, incentivados por muitos que, por ingenuidade ou malícia, culpam ‘a ocupação’ Pior ainda é você ter escolhido usar o Holocausto para validar sua opinião pessoal. Você fez um filme sobre o Holocausto e ganhou um Oscar. E você é judeu. Parabéns para você. Mas é vergonhoso que você presumisse falar pelos seis milhões de judeus, incluindo um milhão e meio de crianças, que foram assassinados exclusivamente por sua identidade judaica. E é vergonhoso que você presumisse falar por aqueles de nós que viram pessoalmente o mundo permanecer em silêncio enquanto nossas mães, pais, irmãos, irmãs, avós, tios, tias e primos foram assassinados. Na verdade, não tínhamos para onde ir, nenhum lugar possível de refúgio. Nenhum país nos aceitaria, embora os líderes mundiais soubessem muito bem que milhares de judeus estavam sendo assassinados todos os dias. Não havia uma nação judaica para a qual pudéssemos fugir. Você deveria se envergonhar de si mesmo por usar Auschwitz para criticar Israel.”
Vale lembrar, que o atual presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, também fez um discurso parecido em sua ultima viagem ao Egito e se tornou uma persona non grata em Israel até que peça desculpas. Só que o presidente não se desculpou e o discurso dele acabou ganhando força com o apoio dos outros países.
Zona de Interesse chega no catalogo do Prime Vídeo dia 31 de março.
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